Distribuição de sinal e controle
Absolute em São Paulo

A Absolute® é uma marca brasileira, do Grupo Audiogene, com escritórios em São Paulo e em Doral, na Flórida. Atua desde 2003 em distribuição e gerenciamento de sinais de áudio e vídeo, e a imprensa técnica do setor a trata como um dos principais fabricantes nacionais de acessórios para redes AV. É do mesmo grupo da ROEHN.
Vale começar por aí porque muita gente supõe o contrário. Absolute não é marca importada com nome em inglês: é engenharia feita aqui, com suporte, prazo e customização daqui — e isso muda o cronograma da obra, como explicamos adiante.
A NEXTTHOUSE integra Absolute em São Paulo. É a marca que resolve a camada do projeto que ninguém vê e todo mundo sente quando falha.
O que a Absolute representa
A Absolute cobre a infraestrutura de áudio e vídeo de um projeto inteiro: transporte de sinal, comutação, amplificação, alto-falantes, cabeamento, controle e automação. Não é uma marca de peça bonita para aparecer na sala — é a marca do que fica dentro do rack, dentro do forro e dentro do shaft.
O posicionamento é custom install premium e corporativo, em faixa média-alta. Ela não disputa o mesmo espaço de uma Crestron ou Extron: o valor dela está em cobrir muito escopo com coerência técnica, prazo curto e suporte em português.
As tecnologias próprias que mudam decisão de projeto

MultiRange. Nas matrizes UHM, a última saída HDBaseT aceita tanto receptores de 70 m quanto de 100 m. Parece detalhe, mas é o tipo de coisa que salva projeto: quando uma única zona fica mais longe que todas as outras, o projetista tem uma saída longa disponível sem trocar a matriz inteira por um modelo de maior alcance.
HDMI-CEC Bridge e Serial Bridge. A matriz repassa comandos CEC e seriais aos displays, o que a transforma em concentradora de automação. O ganho prático é direto: liga e desliga TV sem emissor de infravermelho colado na tela, e economiza portas do processador de controle — que costumam ser o recurso mais escasso e mais caro de um rack.
ACNET, RNET e PNET. As três redes proprietárias sobre as quais roda a automação Absolute, com o recurso Learnable Lighting para edição de cenas de iluminação.
FCC e VideoNET. Sub-famílias de cabo dedicadas: Function Coded Cables, com codificação por função, e VideoNET, para transporte de vídeo. Cabo identificado por função é o que faz manutenção futura ser trabalho de meia hora em vez de meio dia.
Por que ela importa num projeto de alto padrão
Porque a infraestrutura é a única camada do projeto que não dá para trocar depois.
O cliente troca a TV em três anos, o receiver em cinco, o sofá quando quiser. O que ele não troca é o cabo dentro da parede de concreto, o eletroduto que virou duas vezes atrás do armário, o ponto que ficou no lugar errado. Reformar infraestrutura de AV numa casa acabada custa mais em marcenaria, pintura e gesso do que custou o equipamento inteiro.
E essa camada falha de um jeito específico: ela falha sem avisar. Ninguém liga reclamando de “problema no extensor HDBaseT”. Ligam dizendo que a TV do quarto pisca, que o som da sala de reunião atrasa em relação à imagem, que o projetor perdeu o HDR depois de alguém trocar um cabo. São sintomas de transporte de sinal, e resolvê-los depois é sempre mais caro do que ter especificado direito antes.
Há ainda o argumento comercial, e ele é concreto. Ser brasileira significa prazo de reposição em dias e não em meses, assistência sem despachar equipamento para fora, suporte de engenharia no mesmo fuso e em português, e — o que mais pesa em obra de alto padrão — abertura para customização: acabamento de keypad, gravação, configuração de módulo em caixa de mesa. Marca importada raramente conversa sobre isso; a Absolute conversa.
Como a NEXTTHOUSE projeta e integra
Trabalhamos a Absolute na planta, junto com o projeto elétrico — não na fase de compra de equipamento. É onde as decisões ainda são baratas.
A primeira decisão é a topologia: quais fontes atendem quais telas, quantas zonas realmente precisam de sinal independente e onde ficam os pontos de concentração. É aqui que se define matriz contra extensor ponto a ponto — a decisão que mais gera desperdício quando sai errada, seja matriz superdimensionada, seja extensor isolado em projeto que já pedia matriz.
A segunda é o orçamento de distância e de banda. Cada trajeto tem um comprimento real, medido na planta e não estimado, e um requisito de resolução e taxa de quadros. É esse par que define a classe do extensor, a categoria do cabo e se o trecho aceita HDBaseT ou precisa continuar em HDMI. Deixamos essa conta explícita na documentação, porque é o que o instalador vai precisar respeitar seis meses depois.
A terceira é o áudio: quantas zonas, que potência por zona, o que é impedância convencional e o que pede linha de tensão, e onde o de-embed de áudio da matriz substitui um equipamento a mais no rack.
A quarta é o controle: quantos keypads, onde, com quantos botões, em qual acabamento — e como o sistema Absolute conversa com o processador de automação que o projeto já tem. Keypad é o único produto desta marca que o cliente vê e toca todo dia. Ele entra no projeto de arquitetura de interruptores, e não no orçamento de AV.
Por fim, documentamos. Diagrama unifilar, identificação de cabo por função, tabela de trajetos e configuração salva. Infraestrutura invisível só é um bom projeto quando está desenhada em algum lugar.
Linhas e modelos que integramos
Extensores HDBaseT e HDMI
A série CopperBRIDGE é a linha principal, com 18 Gbps, 4K UHD 4:4:4 e HDR.
- CPB210 — 150 m em 1080p e 120 m em 4K HDR. Tem IR e RS-232 bidirecionais, loop-out HDMI no transmissor e um detalhe que economiza obra: uma única fonte alimenta as duas pontas, dispensando ponto de energia no lado remoto.
- CPB300 — 70 m em 1080p, com retorno de áudio por TOSLINK ou HDMI-ARC. É o modelo para quando a TV remota precisa devolver o áudio dela ao sistema.
- CPB310 — 70 m em 1080p e em 4K HDR, sem a redução de alcance que a resolução costuma impor.
O ATOM 100 é extensor HDMI sobre cabo de rede — não é HDBaseT. Faz 18 Gbps a 60 m em CAT6, CAT6A ou CAT7, tem saída HDMI auxiliar de bypass e downscaling inteligente para o display remoto, o que resolve o caso clássico da TV antiga na suíte pendurada na mesma fonte 4K da sala. Não tem RS-232.
A série ROOM LINK é HDMI 1.4 e existe para sala de reunião e sala de aula: RL-EXT101, RL-EXT201 — este com extensão de USB 2.0 e hub integrado, para câmera de videoconferência e tela interativa — e RL-EXW101, transmissor wall-plate em caixa 4×2, alimentado pelo próprio receptor.
Matrizes de vídeo
A série VideoBRIDGE X, com VB4X e VB8X, trabalha em 18 Gbps de HDMI para HDMI, com HDMI 2.0b, HDCP 2.2 e suporte a HDR10, HDR10+, Dolby Vision e HLG. O que a torna interessante em projeto residencial é a saída: tem downscaler por saída e de-embed de áudio em cada saída, com volume, mute e delay por zona — ou seja, resolve lipsync sala a sala sem equipamento adicional. Controle por IR, RS-232, Ethernet e interface web. O VB4X é 4×4; a configuração do VB8X aparece de duas formas no material do fabricante, e por isso nós a confirmamos caso a caso na especificação do projeto.
A NDS-UHM44 é híbrida e ocupa 1U: quatro entradas, uma saída HDMI e três saídas HDBaseT, a 10,2 Gbps, com PoC de 12 V alimentando os receptores — menos um ponto de energia por zona. Traz de-embed de áudio em cada saída, além de HDMI-CEC Bridge e Serial Bridge. É a peça que substitui matriz mais três extensores separados quando as zonas são poucas e distantes.
Switchers corporativos
- HSC21 — 2:1 entre HDMI e USB-C, com hub USB 3.1 integrado para câmera e periféricos. O USB-C entrega 60 W de carga ao notebook: um cabo só leva vídeo, periféricos e energia até a mesa.
- RCS41 — 4:1 em HDMI 2.0, com quatro entradas de contato seco para botoeira de parede e sensor de presença. É o que faz a sala ligar sozinha quando alguém entra.
- SS21 — 2:1 com HDMI e VGA, com scaler de VGA, para ambiente onde ainda existe equipamento legado.
- SS21HD Kit — o mesmo SS21 com receptor HDBaseT de 70 m incluso.
Completam a linha os splitters NDS-D12 (1:2) e NDS-D14 (1:4), a caixa de mesa NDS-TCB2 e a linha modular TCB-M5 e TCB-M8, com acabamentos Brushed Black e Mac Silver e módulos configuráveis conforme a mesa exige.
Ferramentas de áudio e amplificação
Para tirar áudio de onde ele está preso: o NDS-AB22 KIT é extensor de áudio digital com 150 m em CAT6, aceitando HDMI-ARC ou TOSLINK; há também o NDS-AB33 KIT e o de-embedder NDS-AE300, que separa o áudio de um sinal HDMI.
Na amplificação, o FPA-240 entrega 2× 120 W em 8 Ω ou 240 W em linha de 70V/100V. Os multicanais cobrem distribuição: MDA-250, MDA-2125, MDA-450, MDA-1240 (12× 40 W) e MDA-8140 (8× 140 W). O RL-AMP220 traz entrada de microfone e mixer, e é o amplificador de sala de aula.
Multiroom de áudio
A linha AudioBRIDGE — AB-4, AB-6 e AB-8 — e a linha NEXOS — NX-3, NX-4 e NX-6 — resolvem o áudio distribuído da casa por número de zonas, com o keypad LCD KPX como controle local em parede.
Absolute® Controls — automação, keypads e iluminação
É a camada de controle da marca, construída sobre a plataforma DINPlug, em trilho DIN — o que a coloca no quadro elétrico, e não num rack de AV.
- ADP-M8 e ADP-M16 — os processadores. O M16 tem 16 portas ACNET e endereça até 64 dispositivos, e é possível interligar até seis M16 por Ethernet, o que cobre residência grande sem trocar de plataforma.
- ADP-DIM8 (dimmer) e ADP-RL12 (relés) — a saída de potência para iluminação e cargas.
- Módulos de expansão Guava — PWM para LED e tunable white, DALI com 64 endereços, 0-10V e IR para ar-condicionado. É o que permite tratar fita de LED, luminária DALI e split no mesmo sistema.
- Keypads K Series — versões de 1, 3 e 6 botões, com feedback por LED de duas cores, gravação a laser e acabamentos White, Black, Bronze e Titanium. Reportam press, hold e release ao sistema, o que permite cena diferente no toque e no toque longo, e têm entrada auxiliar para sensor de presença — o sensor entra no keypad em vez de exigir um ponto próprio. Há ainda as séries L, P e TP.
A programação é feita no software Absolute Works®, que traz o recurso Learnable Lighting para edição de cenas — o cliente ajusta a cena na parede e o sistema aprende, sem chamar o integrador. E há drivers para Crestron e Savant, o que permite usar a Absolute como camada de carga num projeto cuja automação já foi decidida.
Cabeamento e alto-falantes
O cabeamento vem em duas famílias, Prestige Series e Pro Series, com as sub-famílias HDMI, FCC, VideoNET e Control.
Na parte acústica, a Absolute cobre Terra Series (subwoofers), Signature Collection, PD Series (pendentes, para pé-direito alto e área comercial), RPro e RX Series (embutir em teto) e Aqua Series (all-weather, para área externa e molhada).
Perguntas frequentes sobre a Absolute
A Absolute é brasileira? Isso muda alguma coisa no projeto?
É brasileira, sim — marca do Grupo Audiogene, com escritórios em São Paulo e em Doral, na Flórida, atuando desde 2003. E muda em três frentes práticas. Prazo: reposição e ampliação em dias, sem importação e sem oscilação cambial no meio da obra. Assistência: equipamento com defeito é atendido aqui, não enviado para fora do país por meses. Customização: acabamento de keypad, gravação e configuração de módulo são conversa possível. Em obra de alto padrão, onde o cronograma manda, essas três coisas costumam pesar mais na decisão do que a última linha da ficha técnica.
A Absolute tem AV over IP ou produtos 8K?
Não, e é importante dizer isso com clareza. Não existe família AV over IP na Absolute — nem SDVoE, nem NDI, nem streaming em 1G ou 10G — e não existe produto 8K. O teto real do catálogo é 18 Gbps em HDMI 2.0b nas matrizes HDMI-para-HDMI, e, no lado HDBaseT, 4K60 4:4:4 de 8 bits obtido por compressão — o fabricante declara compressão nos CopperBRIDGE, além de 4K60 4:2:2 com HDR e 4K30 4:4:4 de até 12 bits. Não existe extensor HDBaseT da marca com 4K60 4:4:4 não comprimido, e tudo em HDBaseT é Classe A ou B — não é Classe 3, Classe 4 nem HDBaseT 3.0. Isso não é limitação escondida: é o envelope da marca, e ele cobre com folga a maioria dos sistemas residenciais e corporativos que se instalam hoje. Se um projeto exige mesmo AV over IP ou 8K, a resposta honesta é outra marca — e nós dizemos isso.
Quando usar extensor e quando usar matriz?
A regra prática é a quantidade de caminhos. Extensor é ponto a ponto: uma fonte, uma tela, um trajeto longo. Serve quando o display está a 60, 70 ou 150 metros do rack e ninguém precisa escolher nada — projetor de sala de reunião, TV de área externa. Matriz serve quando várias fontes precisam chegar a várias telas com escolha independente por zona: cada TV assistindo o que quiser, ao mesmo tempo. Duas coisas costumam decidir a favor da matriz mesmo em projeto pequeno: o de-embed de áudio com delay por zona, que resolve lipsync sem caixa extra no rack, e a possibilidade de concentrar automação via HDMI-CEC Bridge e Serial Bridge, poupando portas do processador de controle. Numa matriz híbrida como a NDS-UHM44 os dois mundos convivem, com saída HDMI local e saídas HDBaseT para as zonas distantes no mesmo 1U.
O sistema de controle Absolute conversa com Crestron e Savant?
Conversa. A Absolute® Controls publica drivers para Crestron e Savant, o que permite duas arquiteturas diferentes. Na primeira, a Absolute é o sistema inteiro: os processadores ADP-M8 e ADP-M16, em trilho DIN, com dimmers, relés, módulos Guava e keypads das séries K, L, P e TP, programados no Absolute Works®. Na segunda, a automação principal já foi decidida por outro fabricante e a Absolute entra como camada de carga e de interface — dimerização, relés e keypads na parede — respondendo ao processador que o projeto já tem. As duas funcionam; qual faz sentido depende de quanto do escopo de automação o projeto já contratou antes de a discussão de AV começar.
Projetos com Absolute em São Paulo
A NEXTTHOUSE especifica, instala e calibra. Conte o que você quer da sala — nós dizemos o que ela comporta.