Descrição
O que é
O MHA200 é um amplificador de fone de ouvido valvulado de dois canais, sem conversor e sem nenhuma entrada digital: recebe sinal analógico de uma entrada balanceada ou de uma não balanceada e o entrega a três tipos de conector de fone. Dois 12AT7 amplificam o sinal que chega; dois 12BH7A fornecem a corrente que aciona a saída. São triodos duplos, e a topologia de acoplamento é a mesma dos amplificadores valvulados grandes da McIntosh — o Unity Coupled Circuit, com transformador de saída próprio. Não é Autoformer: Autoformer é dos amplificadores de estado sólido; nos valvulados a McIntosh usa Unity Coupled, e são coisas distintas.
O que esse transformador resolve é o problema real de quem usa mais de um fone. Um amplificador de fone convencional acomoda a impedância da carga variando o ganho de tensão no estágio de entrada, e o resultado é potência que despenca nos extremos: sobra em fone de 32 Ω e falta em fone de 600 Ω. No MHA200 o casamento é feito pelos enrolamentos secundários do transformador de saída, e o seletor LOAD escolhe a faixa: 32–100, 100–250, 250–600 ou 600–1.000 Ω. Em todas as quatro o número declarado é o mesmo — 500 mW — e o que muda é o ganho de tensão, de 12 dB em 32 Ω a 25 dB em 600 Ω. Na prática: a mesma potência disponível em fone fácil e em fone difícil, sem trocar de aparelho.
O botão VOLUME tem uma consequência de projeto que passa despercebida. Ele permite ligar o MHA200 diretamente a uma fonte de saída fixa, sem pré-amplificador no caminho. Se a fonte já tiver saída variável, o VOLUME vai ao ponto central de ganho unitário e o controle fica na fonte. E, com 15,6 cm de largura e entrada balanceada, o aparelho pode ficar ao lado da poltrona, ligado ao sistema por cabo balanceado longo.
Ficha técnica
| Tipo | Valvulado, 2 canais |
|---|---|
| Válvulas | 2× 12AT7 (amplificação) + 2× 12BH7A (potência de saída), triodos duplos |
| Acoplamento de saída | Unity Coupled Output Transformer |
| Potência de saída | 500 mW |
| Faixas de impedância (LOAD) | 32–100 Ω · 100–250 Ω · 250–600 Ω · 600–1.000 Ω |
| Ganho de tensão | 12 dB em 32 Ω · 17 dB em 100 Ω · 21 dB em 250 Ω · 25 dB em 600 Ω |
| Resposta de frequência | +0, −0,5 dB de 20 Hz a 20 kHz |
| Faixa de potência nominal | 20 Hz a 20 kHz |
| Distorção harmônica total | 0,5% máx. em qualquer nível, de 250 mW à potência nominal, 20 Hz–20 kHz |
| Distorção de intermodulação | 0,04% típica · 0,4% máxima |
| Headroom dinâmico | 1,5 dB |
| Relação sinal/ruído | 94 dB |
| Sensibilidade de entrada | 1,0 Vrms não balanceada · 2,0 Vrms balanceada |
| Sinal máximo de entrada | 8 V não balanceada · 16 V balanceada |
| Impedância de entrada | 20 kΩ balanceada / 10 kΩ não balanceada |
| Fator de amortecimento | >150 |
| Saídas de fone | 1 par de XLR de 3 pinos (L e R balanceados dedicados) · 1 XLR de 4 pinos (estéreo balanceado) · 1 P10 estéreo de 6,35 mm |
| Entradas | 1 balanceada · 1 não balanceada · nenhuma entrada digital |
| Saída de pré | Não possui |
| Power Control | 1 entrada · 1 saída |
| Alimentação | 120 V, 50/60 Hz, 1,5 A |
| Dimensões (L × A × P) | 15,6 × 14,6 × 23,2 cm |
| Peso | 4,8 kg |
Todos os números vêm da ficha oficial da McIntosh. A marca não publica impedância de saída do estágio de fone, consumo em standby, nem versão para 220–240 V — e nada disso foi preenchido por dedução.
Para que uso
O seletor LOAD é a ferramenta de especificação, e a faixa útil declarada começa em 32 Ω. Fone de 32 a 1.000 Ω está coberto, e coberto com o mesmo número: 500 mW em qualquer das quatro faixas. É a resposta certa para o cliente que tem um fone dinâmico de alta impedância e outro de baixa e não quer dois amplificadores. Abaixo de 32 Ω a McIntosh não publica nada — para in-ear de baixa impedância e alta sensibilidade este não é o aparelho a especificar, e não porque falte potência: é que o fabricante não declara comportamento ali, e ganho de 12 dB com 500 mW disponíveis é muita reserva para um fone que precisa de miliwatts.
Onde 500 mW é o teto e não a sobra: fone planar magnético de baixa impedância e baixa sensibilidade é o caso limite. Confira a sensibilidade em dB/mW do fone específico antes de fechar a especificação — se ela for baixa, os 500 mW são o orçamento inteiro, e a decisão passa a depender de quanto nível o cliente ouve. Para fone dinâmico de 250 a 600 Ω, que é onde a maioria dos amplificadores de fone de estado sólido perde fôlego, os 500 mW com 21 a 25 dB de ganho são folga confortável.
Ele não substitui o sistema principal, e não é opcional dizer por quê: o MHA200 não tem saída de pré e não tem saída para caixa. Ele é ponta de linha. Quem o coloca no rack precisa ter uma saída analógica sobrando na fonte ou no pré — não dá para passar sinal por ele até um amplificador de potência. É a diferença entre um ramo do sistema e um elo dele.
O que exige de fonte: sinal analógico, e só. Como não há conversor dentro, a qualidade do que se ouve é a do conversor que estiver antes. No lineup NEXTTHOUSE o casamento natural é com o conversor McIntosh MDA200 — que, aliás, não tem saída de fone nenhuma, e por isso os dois se completam em vez de se sobrepor — ou com os streamers DS200 e MS500. Para vinil, o par de phono MP100 com os toca-discos MT10 ou MT5 fecha a cadeia analógica inteira sem passar por nenhuma conversão. Fora da McIntosh, qualquer fonte com saída XLR ou RCA serve: um HiFi Rose RS151 ou RS250A alimenta o MHA200 pela saída de linha.
Onde ele fica: válvula à mostra e chassi de aço inoxidável com polimento espelhado — o aparelho foi desenhado para ficar visível. A capa protetora que acompanha protege as válvulas; ela não autoriza fechar o MHA200 em gaveta de rack. Reserve superfície aberta, de preferência ao alcance da mão, que é justamente o que os 15,6 cm de largura e a entrada balanceada permitem. Um detalhe de projeto elétrico: a ficha oficial declara alimentação de 120 V, e a versão para 220–240 V não é declarada na página do produto — confirme com o distribuidor antes de fechar a especificação num imóvel de 220 V.

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