Telas de projeção
Screen Innovations em São Paulo

A Screen Innovations — SI, como a própria marca se abrevia — é de Austin, no Texas, e fabrica telas de projeção desde 2003. A NEXTTHOUSE especifica e integra SI em São Paulo.
Esta página existe para tratar de um número que quase nunca aparece ao lado do argumento de venda. Tela com rejeição de luz ambiente é vendida por um dado só — “rejeita 85% da luz” — e esse dado é verdadeiro. O que não se conta é o que ele custa: ângulo de visão e distância de projeção. Os dois números estão publicados pelo próprio fabricante, na mesma tabela, e são eles que decidem se a tela cabe na sua sala.

Como a Screen Innovations organiza o catálogo
A primeira coisa a entender é que, na SI, tela e material são decisões separadas. A tela é o corpo — a caixa, o mecanismo, a moldura, o motor. O material é a superfície, escolhida à parte dentro da lista que aquele corpo aceita. Duas telas do mesmo modelo, com materiais diferentes, comportam-se como produtos distintos: mudam ganho, ângulo útil, distância mínima de projeção e até a possibilidade de pôr um alto-falante atrás.
Isso desloca a conversa. Em vez de “qual tela”, a pergunta correta é “qual material a sala comporta, e qual corpo entrega esse material no tamanho que eu preciso”. Vários corpos aceitam poucos materiais, e alguns aceitam um só — a 1 Fixed, por exemplo, existe apenas em material Gamma.
Do lado do projetor, a decisão é a mesma e é simultânea. A distância entre lente e tela nasce da ótica do material, não do zoom do equipamento, e por isso a escolha da tela e a escolha do projetor — um Barco ou um DreamVision, por exemplo — são o mesmo projeto, feito na mesma reunião.
O trade-off do ALR — o que custa rejeitar luz
ALR significa ambient light rejecting: material construído para devolver ao espectador a luz que vem do projetor e absorver ou desviar a que vem do resto da sala. Funciona, e os números da SI são bons. Só que rejeição de luz se compra com duas moedas, e as duas estão na tabela oficial de materiais.
Primeira moeda: ângulo
O número técnico chama-se meio-ganho — o ângulo, medido a partir do eixo da tela, em que o brilho cai à metade. Nos materiais ALR de tecido e PVC da SI, o Black Diamond e o Slate, o meio-ganho fica em 35 a 36°. Nos materiais brancos e cinzas — Pure White, Pure Gray, Solar, Maestro 2, Gamma, 360 — fica em 75 a 80°.
Traduzindo para a planta de assentos: numa sala com sofá de três lugares e mais duas poltronas laterais, a poltrona lateral vê metade do brilho. Quem cita “85% de rejeição de luz ambiente” sem citar os 35° está contando metade da história.
Segunda moeda: distância — e é ela que mata o projeto
Black Diamond e Slate exigem distância mínima de projeção de 1,5 × a largura da imagem. Os materiais brancos pedem 0,2 ×.
A conta é imediata e costuma encerrar a discussão. Uma tela de 120″ em 16:9 tem 2,66 m de largura, logo pede cerca de 4 m entre a lente e a superfície. Em sala de 4,5 m de profundidade com o projetor no fundo, ainda fecha. Em sala de 3,5 m, não fecha — e nenhuma lente resolve, porque o limite é da ótica do material, não do projetor. É o primeiro número a conferir em apartamento, e é justamente o que nunca aparece ao lado do percentual de rejeição.
A exceção que não generaliza
O material Short Throw quebra o padrão: 90% de ALR com 85° de meio-ganho e distância mínima de 0,1 ×. É o melhor par de números do catálogo, e vem com três amarras. Só funciona com projetor ultracurto, que precisa ficar abaixo da tela, porque a ótica lenticular foi construída para rejeitar luz vinda de cima e aceitar a de baixo — não é material para projetor de teto. Só é oferecido nos corpos Short Throw Motorized e Short Throw Lift, além de Zero Edge e Fixed 2″. E o tamanho para em 120″ na motorizada.
Sobre esse material, um registro de método: a SI publica “170°” numa página e “140°” em outra para o mesmo material no mesmo tamanho. São números de marketing que não batem entre si, então usamos apenas o meio-ganho de 85°, que é a medida técnica da ficha.
Como escolher o material sem cair na conversa de ALR
A régua é a planta de assentos, não o percentual de rejeição.
- Sofá único, centrado, com controle de luz — Pure White (ganho 1,3, meio-ganho 75°, distância 0,2 ×) resolve com folga. Se houver luz residual, o Slate 1.2 entrega 65% de ALR e aceita ir grande.
- Assento largo, com poltronas laterais — aqui o meio-ganho de 35° é o problema, não a solução. Pure Gray (0,85 / 80°) ou Pure White com escurecimento entregam imagem mais uniforme para todos do que um ALR mal aplicado.
- Sala clara, sem como escurecer, com poltronas laterais — é quando se aceita o ALR e se ajusta a planta de assentos ao cone de visão. Se a planta não pode mudar, a resposta honesta é que projeção não é a tecnologia certa para aquela sala.
- Black Diamond 1.4 ou XL — o 1.4 tem mais ganho (1,4) e mais ALR (85%), mas para em 59″ de altura útil; o XL vai a 74″ e desce para 1,2 e 80%. A escolha é de tamanho, não de qualidade: acima de cerca de 120″ em 16:9 só existe o XL — e ele próprio para perto de 150″.
- Projeção traseira — o FlexGlass® (0,6 / 60% de ALR) é exclusivo de projeção traseira, e o Black Diamond Film existe em 0,8 e 1,4, também só para traseira, com distância mínima de 1,2 ×. O material 360 aceita frontal ou traseira, com a imagem espelhada de um dos lados.
Quando o alto-falante central fica atrás da tela
Os materiais acústicos — Slate AT 1.2, Pure White AT e Maestro 2 — são o caminho quando o canal central precisa ficar na altura da imagem. Três coisas entram no projeto junto com eles.
Primeiro, a atenuação. A própria SI publica que o impacto na resposta de frequência começa por volta de 1 a 2 kHz, fica dentro de −3 dB na maior parte da faixa e chega a um pico de −6 dB em 20 kHz. É perda real, e é corrigível: em sistema com processamento de sala — um Trinnov, por exemplo — essa curva entra na correção como qualquer outra do ambiente.
Segundo, o furo muda a geometria. Pure White AT exige distância mínima de 0,5 × a largura, contra 0,2 × do Pure White comum. Material acústico não é “o mesmo com furo”: a perfuração de 0,55 mm e 7% de área aberta cobra distância para não desenhar o padrão na imagem.
Terceiro, existe alternativa sem essa penalidade: o Maestro 2 é tecido, não perfurado, com ganho 1,1 e distância mínima de 0,2 ×. É a opção acústica que não aperta a distância de projeção.
As telas — e o que cada uma pede da obra
Fixas
- Zero Edge® — moldura de alumínio com borda de 0,5″ (12,7 mm) e canal de LED integrado para retroiluminação. Vai a 220″ em 16:9 e 250″ em 2.35:1. É a que aceita a lista mais larga de materiais.
- Fixed 2″ — moldura de 2″ revestida à mão em veludo, mesmos tamanhos máximos, entregue desmontada. Consolidou as antigas 3, 5 e 7 Fixed.
- 1 Fixed — moldura de 3,5″ em veludo, até 133″ em 16:9 e só em material Gamma.
O canal de LED da Zero Edge é decisão de projeto de iluminação, não acessório de última hora: entra na prancha junto com o circuito e o controle.
Motorizadas
- Solo 3 Indoor — três cassetes: 375 até 110″ (só montagem externa), 575 até 160″ e 675 até 200″. Aceita alimentação AC, contínua de baixa tensão ou bateria de lítio recarregável, o que resolve parede sem ponto de energia. Montagem aparente ou embutida.
- Zero-G® — de 80″ a 160″. A tela “levita”, sem encostar na parede, com queda de até 7,9 pés conforme o tamanho e limite superior por sensor óptico. Exige pé-direito para a queda, e a página do fabricante registra a migração dos motores DCT para RS485.
- Zero-G® Pro — de 160″ a 300″, com até 16 pés de queda. Aceita apenas dois materiais, Pure White 1.3 e CarbonBlack Hybrid Pro. É a única tela do catálogo com faixa de operação publicada: 0 a 43 °C, umidade relativa até 90%, declarada para ambiente seco, com ensaio UL 2043.
- Short Throw Motorized — 100″, 106″, 110″ e 120″, só em material Short Throw, com 15″ de queda preta máxima.
- Short Throw Lift — 120″ apenas, motorizada de baixo para cima, em cassete preto.
Uma nota de especificação que evita promessa errada: o Solo 3 Outdoor saiu de linha e o Solo 3 Indoor não declara uso externo. Varanda coberta não é aplicação anunciada pelo fabricante, e não a prometemos.
Mascaramento
A família DT Dynamic resolve o problema de assistir a conteúdo de proporções diferentes sem barra preta cinzenta na tela: painéis motorizados fecham o excedente. São quatro configurações — DT Dynamic 1 (uma via, pelo topo), 2S (duas vias laterais, de 1.33 a 2.40:1), 2TB (duas vias, topo e base, de 1.78 a 2.70) e 4 (quatro vias, de 1.33 a 2.40:1).
A escolha da via se faz pelo acervo, não pelo orçamento. Quem assiste TV e cinema com largura constante quer a 2TB; quem trabalha com altura constante quer a 2S; a de quatro vias cobre tudo e dobra o mecanismo. E é obra: a DT Dynamic 1 pede 68 mm entre a parede e a superfície da imagem, com moldura de até 127 mm de profundidade. A marcenaria precisa saber disso antes de ser fabricada.
Vale ainda registrar uma tolerância que a própria SI publica e que merece entrar em proposta: material de projeção dilata e contrai, e a marca admite 1,5% de tolerância na superfície útil.
O que é da SI e o que é de terceiro
Esta seção existe porque a própria Screen Innovations publica a lista, e ignorá-la leva a especificar errado. A página de parceiros do fabricante nomeia quem faz o quê.
- CarbonBlack® é da Carbon Black Technology®, oferecido pela SI por acordo de distribuição — a linha do tempo institucional da marca diz isso com todas as letras. Não é material próprio da SI.
- Toda a família DT Dynamic é da Display Technologies®, britânica, assim como os materiais ATRef e ATProV2 que essas telas usam. A lógica de posicionamento das máscaras é descrita pela própria página como desenvolvimento proprietário da DT. Escrever “as telas de mascaramento da Screen Innovations” é impreciso: são telas da DT distribuídas pela SI.
- O motor da Zero-G® é Somfy®, declarado na página do produto, e boa parte dos controles legados da marca era Somfy.
- Bond Bridge Pro é da Olibra®, e C4 Zigbee é interface para processadores Control4.
Isso não desqualifica nada — distribuir bom produto de terceiro é prática normal e frequentemente é a melhor solução. Mas muda a quem se recorre por especificação, garantia e peça de reposição, e é informação que precisa estar clara antes da compra, não depois.
Duas confusões de catálogo que valem nome
KAOS não é tela. O item “KAOS Front Projection” aparece no menu de telas, mas o produto é uma persiana externa com material de projeção, hospedado no site da Shade Innovations — a divisão de sombreamento da mesma casa. Não o tratamos como tela de projeção.
CarbonBlack está em situação ambígua no próprio site. Ele aparece na página de produtos arquivados, mas não traz o aviso de descontinuado que os outros arquivados trazem, mantém ferramenta de configuração ativa e é um dos dois materiais oferecidos pela Zero-G® Pro, que é tela corrente. Não declaramos se está ou não em linha — confirmamos com o canal antes de especificar. Pelo mesmo motivo não publicamos ganho, ALR nem meio-ganho desse material: a ficha técnica está atrás de login de revendedor, e “95% de contraste preservado”, que é o que a página aberta afirma, não é a mesma grandeza que ALR.
O que saiu de linha — e os nomes que enganam
A SI mantém página pública de descontinuados, com 51 produtos entre telas, materiais e controles. A marca não usa sufixo de geração no estilo “G2”: ela põe número na frente ou atrás do nome de família, e é aí que se erra.
- Solo 3 Indoor é corrente; Solo 3 Outdoor saiu. O “3” não basta — a palavra que decide é Indoor. Solo, Solo 2, Solo Pro e Solo Pro 2 também saíram.
- 1 Fixed é corrente; 1 Motorized saiu. Mesma família, um sobreviveu.
- Fixed 2″ consolidou as 3, 5 e 7 Fixed; Zero Edge® consolidou a Zero Edge Pro e a Zero Edge original. Nos dois casos a fusão está declarada na própria página do produto.
- Zero-G® e Zero-G® Pro são as duas correntes — o Pro é a versão grande, de 160 a 300″, não a versão nova.
- Maestro 2 é corrente; Maestro Outdoor saiu — e mudou a distância mínima, de 0,8 × para 0,2 ×.
- Pure White AT é corrente; Pure Gray AT saiu, e as duas dividem a mesma página no site do fabricante.
- Saíram também a Transformer®, os painéis rígidos Tiles e os materiais neutros Unity e Unity AT, sem sucessor de ganho 1,0 no catálogo atual.
Há ainda variantes que só sobrevivem em tabela de produto arquivado — Slate .8, Slate AT .8 e Black Diamond 0.8 — e que não constam de nenhuma página de material corrente. Se um projeto antigo as menciona, tratamos como material legado e conferimos disponibilidade antes de prometer.
Do lado do controle, a leva Somfy legada (Telis, Situo, Smoove, TaHoma, MyLink) e os controles próprios antigos (SI.FI, Connect, Joule®, LinkPro) saíram; os correntes são TRO.Y™ 2, Pegasus, Janus®, Fontus, KRATOS™, Suite XVI, Sidekick, Moab e as interfaces de casa conectada.
Perguntas frequentes sobre a Screen Innovations
Tela ALR resolve uma sala clara?
Resolve parte do problema e cria outro, e é por isso que o número de rejeição sozinho não decide nada. Os materiais ALR de tecido e PVC da SI — Black Diamond e Slate — entregam de 65% a 85% de rejeição de luz ambiente, o que é real e mensurável. O que vem junto é um meio-ganho de 35 a 36°, contra 75 a 80° dos materiais brancos: a 35° fora do eixo, o brilho já caiu à metade. Numa sala com sofá central mais poltronas laterais, quem senta na lateral vê metade da imagem que o centro vê. Por isso a régua que usamos é a planta de assentos: se as poltronas laterais são inegociáveis e a sala não pode ser escurecida, a resposta honesta é que projeção não é a tecnologia certa para aquele ambiente.
Qual a distância mínima entre o projetor e a tela?
Depende do material, e essa é a conta que mais elimina projeto em apartamento. Black Diamond e Slate exigem distância mínima de 1,5 vez a largura da imagem; os materiais brancos, como Pure White, pedem 0,2 vez; e o material Short Throw pede 0,1 vez. Na prática: uma tela de 120″ em 16:9 tem 2,66 m de largura, logo um Black Diamond pede cerca de 4 m entre a lente e a superfície. Em sala de 4,5 m de profundidade com projetor no fundo, fecha; em sala de 3,5 m, não fecha — e nenhuma lente resolve, porque o limite é da ótica do material, não do projetor. Quando a distância não existe, os caminhos são projetor ultracurto com material Short Throw, escurecer a sala e usar material branco, ou reduzir a tela.
Dá para pôr o canal central atrás da tela?
Dá, com material acústico, e há três consequências de projeto. A própria SI publica a atenuação: o impacto na resposta de frequência começa por volta de 1 a 2 kHz, fica dentro de −3 dB na maior parte da faixa e chega a um pico de −6 dB em 20 kHz, o que é corrigível por processamento de sala. A segunda é geométrica: o Pure White AT exige distância mínima de 0,5 vez a largura, contra 0,2 vez do Pure White comum, porque a perfuração de 0,55 mm com 7% de área aberta cobra distância. A terceira é que existe alternativa sem essa penalidade — o Maestro 2 é tecido, não perfurado, com ganho 1,1 e distância mínima de 0,2 vez. Slate AT 1.2 é a opção acústica entre os materiais ALR.
As telas de mascaramento são fabricadas pela Screen Innovations?
Não, e a própria SI declara isso na página de parceiros. Toda a família DT Dynamic — 1, 2S, 2TB e 4 — é da Display Technologies, britânica, assim como os materiais ATRef e ATProV2 que essas telas usam; a lógica de posicionamento das máscaras é descrita como desenvolvimento proprietário da DT. O mesmo vale para o material CarbonBlack, que é da Carbon Black Technology e chega ao catálogo da SI por acordo de distribuição, e para o motor da Zero-G, que é Somfy. Isso não desqualifica nada: distribuir bom produto de terceiro é prática normal. Mas muda a quem se recorre por especificação, garantia e peça de reposição, e é informação que precisa estar clara antes da compra.
Black Diamond 1.4 ou Black Diamond XL?
A escolha é de tamanho, não de qualidade. O Black Diamond 1.4 tem ganho 1,4 e 85% de rejeição de luz ambiente, mas a ficha do fabricante limita a altura útil a 59 polegadas. O XL vai a 74 polegadas de altura útil e, em troca, desce para ganho 1,2 e 80% de rejeição. Como o limite prático é a altura, acima de cerca de 120″ em 16:9 só existe o XL — e o próprio XL para perto de 150″, porque 74″ de altura é o teto dele. Os dois ficam na mesma ordem de meio-ganho — 36° no 1.4, 35° no XL — e compartilham a distância mínima de 1,5 vez a largura — ou seja, a decisão entre um e outro não altera nenhuma das duas restrições que definem se a sala comporta um ALR.
Projetos com Screen Innovations em São Paulo
A NEXTTHOUSE especifica, instala e calibra. Conte o que você quer da sala — nós dizemos o que ela comporta.