Projeção de home cinema
DreamVision em São Paulo

A DreamVision é francesa. A empresa nasceu em Paris em 1982, importando os primeiros projetores de vídeo do mercado francês, e criou a marca DreamVision em 1996. A sede fica em Bezons, na região de Paris. O catálogo cobre projetor de home cinema, tela, móvel motorizado, lift de teto e cabo óptico de HDMI.
Um aviso antes de qualquer coisa: existem outras empresas chamadas “Dream Vision” sem relação nenhuma com este fabricante — uma sonorizadora de eventos em Toulouse e uma produtora de vídeo canadense. O fabricante de projetores é o de domínio dreamvision.net, e ficha achada no endereço errado é especificação errada com cara de fonte oficial.
A NEXTTHOUSE integra DreamVision em São Paulo. Esta é a segunda página de projeção do nosso catálogo — a primeira é a da Barco — e repete o que dizemos lá: em projeção, o equipamento é metade do resultado e a sala é a outra metade. A diferença é que aqui boa parte da especificação é ler a ficha do fabricante com lupa, porque ela se contradiz onde decide obra.

O que a DreamVision faz
É fabricante, não revenda: código de peça próprio — R9202403+, M9201400, HF48005A —, fichas em PDF assinadas pela marca e acordos de fabricação com Christie e Seleco. O site não vende nem publica preço em página nenhuma, e não vamos estimar preço aqui. O catálogo público tem 15 produtos: 8 projetores, 4 telas e móvel, 2 cabos e 1 acessório — e a própria página de contato declara que o catálogo completo vai por formulário, então são 15 itens públicos, não tudo o que existe.
D-ILA, laser e o que significa o “8K” da ficha
Os quatro projetores da família EOS partem da mesma base: três painéis D-ILA de 0,69 polegada, um por primária, com 4.096 × 2.160 pontos cada. Três painéis dispensam roda de cor — as cores existem ao mesmo tempo em vez de se revezarem —, e é isso que elimina a separação de cor visível em chip único. A fonte de luz é laser, e resolve consumível e deriva: não há lâmpada para trocar nem queda de brilho arrastando a cor junto. O ajuste da fonte em 101 passos conta, porque em sala escura brilho sobrando levanta o preto.
Sobre o número de 8K, a tabela oficial separa duas linhas, e a distinção precisa ser respeitada: o dispositivo é 4.096 × 2.160 nos quatro modelos, e a resolução exibida de 8.192 × 4.320, atribuída ao e-shiftX de segunda geração, existe só no EOS Signature+L e no EOS 2+L.
A família EOS, modelo a modelo
Os quatro EOS dividem uma única brochura, e a tabela da página 4 é a ficha mais completa que o fabricante publica — os números abaixo vêm dela. A grafia adotada é a das páginas de produto; o carrossel da home escreve os mesmos nomes de quatro maneiras.
EOS Signature+L
O topo da linha: 3.300 lúmens, resolução exibida de 8.192 × 4.320, lente de 100 mm inteiramente em vidro com zoom motorizado de 2× e lens shift de ±100% V e ±43% H — é esse número que decide se o projetor cabe onde o forro já foi definido, porque permite deslocar o eixo sem apelar para correção geométrica. Único da família com tela até 300″, com duas entradas HDMI de 48 Gbps que aceitam 8K60p e 4K120p. Consome 440 W, faz 24 dB e pesa 25,3 kg — guarde esse peso.
EOS 2+L
Mesma eletrônica de imagem, óptica menor: 2.700 lúmens, lente de 65 mm com zoom de 2×, shift de ±80% V e ±34% H, tela até 200″. Mantém o essencial da geração — 8.192 × 4.320 exibidos, 3D, Theater Optimizer, 8K60p e 4K120p na entrada e a conectividade completa de automação —, com 23,1 kg. Para sala tratada com tela de 2,5 a 3,5 m de base, é o ponto de equilíbrio da linha.
EOS Light+ e EOS Light
Aqui a família muda de patamar, e não só de brilho. São 2.300 e 2.000 lúmens, painel nativo de 4.096 × 2.160 sem e-shiftX, lente de 80 mm com zoom de 1,6×, shift de ±70% V e ±28% H e tela até 200″. As entradas HDMI são de 32 Gbps, a entrada máxima é 4K60p, e não há 3D, Theater Optimizer, Motion Enhance nem baixa latência. Consomem 280 W e pesam 14,8 e 14,6 kg. Entre os dois, a diferença que pesa não é brilho — é a cor: o Light+ mantém o filtro de cinema e o Light não.
O que os quatro têm em comum
- HDR e calibração — HDR10+, HLG, Frame Adapt HDR de segunda geração, Deep Black Tone Control, FILMMAKER MODE, calibração automática e ISFccc.
- Memórias de instalação — 10 nos dois de cima, 5 nos dois de baixo; conta em sala com tela de duas proporções.
Onde a ficha do próprio fabricante não fecha
Gamut: o EOS Light não é o Light+ com menos brilho
O erro mais caro deste lineup é tratar “EOS” como sinônimo de cobertura ampla de cor. A tabela oficial atribui o filtro de cinema — DCI 98% e BT.2020 73% — ao EOS Signature+L, ao EOS 2+L e ao EOS Light+, mas para o EOS Light declara sRGB 100%, que é outro patamar: sRGB é o espaço de cor da informática, bem menor que o do cinema digital.
Registramos a divergência dentro do mesmo documento: a página 3 da brochura afirma que os EOS Light suportam BT.2020, enquanto a tabela da página 4 dá sRGB 100% para o EOS Light. A fonte não resolve isso, então publicamos a leitura conservadora, a da tabela — a única que separa modelo por modelo. Se o argumento do projeto é cinema calibrado, a conversa entre Light e Light+ não é sobre 300 lúmens: é sobre gamut.
Contraste: três valores para a mesma máquina
O contraste dos EOS aparece com três conjuntos de números na fonte oficial: as páginas de produto trazem “∞:1”; a página 2 da brochura traz 1.500.000:1 e 1.000.000:1 para os dois modelos de cima; a tabela da página 4 separa dinâmico, declarado infinito, de nativo, com valor próprio por modelo. Por isso não publicamos número de contraste para esta família: não é falta de dado, é excesso de dados incompatíveis, e escolher um fingiria precisão que a fonte não sustenta. Quem precisa do valor absoluto pede a medição à fábrica.
Razão de projeção: falta justamente o que trava obra
A ficha atual dos EOS publica o zoom, o diâmetro da lente e a faixa de tela — mas não publica razão de projeção. Sem esse número não se calcula a que distância da tela o projetor fica, e portanto não se define berço, furo de forro nem posição de lift. Não estimamos: a tabela de distâncias é pedida ao fabricante antes de o forro fechar — diferença real em relação à nossa outra marca de projeção, cujo catálogo publica a razão de cada lente e permite fechar a geometria ainda na arquitetura.
Lúmens e resolução: leia a unidade, não só o número
Os lúmens não são comparáveis entre as linhas do catálogo: a família EOS declara apenas “lm”, sem norma de medição; Ares e UltraPro-X declaram ANSI; o Lumion declara lúmens de centro por ISO 21118. E a resolução dos dois EOS Light diverge — a home diz 3.840 × 2.160, a brochura diz 4.096 × 2.160 —, com a brochura prevalecendo por ser a do painel nativo.
O que decide a integração antes de decidir o projetor
Automação: os modelos de entrada não têm por onde disparar nada
Na tabela oficial, o EOS Light e o EOS Light+ não têm trigger de 12 V, nem sincronismo de 3D, nem RS-232C: os três campos estão vazios e sobra a porta de rede. E vale para a família inteira: nenhum HDMI dos EOS suporta CEC. Traduzindo para a obra: o trigger de 12 V é o fio que faz a tela descer quando o projetor liga, e sem ele, sem RS-232 e sem CEC o projetor não comanda tela, cortina ou máscara pelo caminho convencional. A integração passa a depender do controle por rede — do driver do processador de automação (Crestron, Control4, Savant) — e a tela precisa de módulo de contato seco próprio. É linha de orçamento. Os dois modelos de cima têm os três recursos, e para quem quer cena única essa diferença pesa mais que os 400 lúmens entre EOS 2+L e Light+.
Peso: o topo de linha e o lift da própria marca
Há uma contradição do fabricante que vira problema de instalação. A página do Projector Lift declara carga máxima de 30 kg; o PDF que essa mesma página distribui declara 25 kg na tabela e repete o limite no cabeçalho. Dois números oficiais, do mesmo produto, no mesmo lugar.
O EOS Signature+L pesa 25,3 kg — passa por um número e não passa pelo outro. Não resolvemos a contradição em favor de nenhum dos lados: não especificamos o par sem confirmação escrita da carga real, e o cálculo tem que somar o suporte, não só o projetor. O EOS 2+L, com 23,1 kg, passa nas duas leituras com folga curta; os EOS Light, com 14,6 e 14,8 kg, passam confortáveis. Segundo ponto no mesmo produto: o lift é declarado para 220–230 V em 50 Hz, enquanto os projetores são 100–240 V em 50/60 Hz. A rede brasileira é 60 Hz.
Energia, ruído e o resto da sala
Os dois EOS de cima consomem 440 W e pedem circuito próprio; os EOS Light, 280 W. O ruído declarado é de 24 e 23 dB: baixo para a categoria, não silencioso — em sala dedicada o projetor ainda pede nicho. E ele é um de três subsistemas: o processamento e a correção acústica ficam com um Trinnov, que trata a sala como parte do sistema em vez de consertar tudo no equalizador, e a fonte importa tanto quanto o projetor — um Kaleidescape entrega taxa de dados muito acima do streaming, e é em cena escura e degradê que um EOS Signature+L mostra o que tem.
Cabo: escolher pela metragem e esquecer a banda
A marca fabrica duas famílias de cabo óptico de HDMI, de 5 a 100 metros, com tração declarada de até 150 N e raio mínimo de curvatura de 6 cm — números que quase ninguém publica e que importam ao puxar em eletroduto. O HF48xxxA é HDMI 2.1, 48 Gbps, HDCP 2.2 e 8K60: é o cabo do EOS Signature+L e do EOS 2+L. O HF18xxxA é HDMI 2.0b, 18 Gbps, 4K60 em 4:4:4 — não passa 4K120 nem 8K, e portanto não alimenta os dois modelos de topo em tudo o que aceitam. Uma armadilha de leitura: a descrição publicada do cabo de 8K abre com o texto do de 4K, citando HDMI 2.0b logo acima da ficha que diz 48 Gbps.
O resto do catálogo: fora da sala escura
Ares e Lumion: brilho para sala com luz
O Ares é 3LCD de 3.840 × 2.160 com 7.000 e 8.000 lúmens ANSI e razão de 1,08 a 1,76:1 com a lente padrão. A restrição está na instalação: zoom, foco e lens shift são manuais, então nada de forro alto nem de lift, porque cada ajuste vira andaime — e a ficha não declara gamut. O Lumion, DLP de chip único com 6.500 e 7.500 lúmens de centro, tem shift motorizado de ±100% V e ±40% H, correção de superfície curva e quatro lentes de 0,5:1 a 2,48:1: é o que se especifica quando a distância é imposta pela arquitetura ou a superfície não é plana. Duas ressalvas — declara gamut Rec.709, que não é o de cinema calibrado, e exige pré-encomenda de três meses.
UltraPro-X e o Cabinet TV
O UltraPro-X é a TV a laser da marca: razão de 0,25, 3.000 lúmens ANSI, 3.840 × 2.160 e Android TV. O contraste declarado de 1600:1 já diz para que serve — sala de estar com luz. O fabricante declara “110% BT.2020″ sem norma de medição e ao lado desse contraste: citamos como declaração dele, nunca como cobertura medida. O par natural é o Cabinet TV, que aceita projetor de até 70 × 38 × 20 cm e 30 kg e casa com razão de 0,20 a 0,25 na versão de 100”, com duas advertências do próprio PDF: a tela não acompanha o móvel e só projetor com keystone é compatível. E uma que a marca não traz: não há tecido de rejeição de luz ambiente no catálogo.
Fecha os oito projetores públicos o Dreamy GeekTV (R9202620): 1080p, 2.200 lúmens ANSI, Google TV embutido, HDR10+ e dois alto-falantes de 20 W. É produto de outra faixa, fora da conversa de sala dedicada — entra aqui só para a contagem fechar.
Telas: molduras, tecidos e o que não existe
Três famílias — moldura fixa 16:9, moldura fixa 2.35:1 e tela motorizada. As fixas vão até 400 cm de largura nas duas proporções: o que muda é a altura, não a largura máxima. Oito tecidos, de ganho 0,8 a 1,5, cobrem as fixas; a motorizada tem quatro. E vale declarar a lacuna: as telas não têm ficha em PDF — sem dimensão externa, sem ângulo de visão e sem norma de ganho —, e as polegadas são conversão das medidas em centímetros, que é como cotamos. Três coisas decidem a escolha:
- Caixas atrás da tela exigem tecido acusticamente transparente — Micro Perforated, de ganho 1,1, ou Grey Micro Perforated, de 0,8 —, com a profundidade prevista no gesso.
- Não há mascaramento motorizado no catálogo, então a proporção é definitiva no dia da compra: moldura scope corta largura de todo conteúdo 16:9; moldura 16:9 deixa barra preta sobre tecido, não sobre veludo.
- A motorizada 16:9 tem queda preta de 50 cm acima da imagem — altura que precisa existir na caixa de forro.
Nomes que mudaram e produtos que sumiram
As renomeações, declaradas pelo próprio servidor
Não é dedução nossa: o servidor da DreamVision responde hoje com redirecionamento permanente das URLs antigas para as novas.
- EOS 2 e EOS 2L → hoje é o EOS 2+L; as duas URLs antigas caem na mesma página.
- EOS Signature e EOS Signature L → hoje é o EOS Signature+L.
Duas gerações de nome colapsaram numa página só. O sinal da geração corrente é o “+”, e ele não está só no nome: está no código de peça. Os modelos atuais são R9202400+, R9202401+, R9202402+ e R9202403+; a geração anterior usava a série R92022xx. Quem encontrar um R9202403 sem o “+” está lendo material da geração passada. E vale repetir: EOS Light e EOS Light+ são dois produtos diferentes, separados pelo filtro de cinema.
O que saiu do catálogo — e como sabemos disso
Ressalva de método: o fabricante não mantém página de descontinuados nem changelog. O que existe é o sinal de que essas páginas devolvem 404 no site vivo e de que algumas categorias seguem no filtro da loja com zero produto — sinal de servidor, não declaração do fabricante.
- EOS 1-L — a página devolve 404 e, ao contrário dos outros EOS, não redireciona. Não há sucessor declarado, e as fichas não permitem afirmar que o EOS Light ocupe o lugar dele.
- Argos, Focus e Dreamy Geek 3 — páginas com 404, sendo que o carrossel de mais vendidos da home ainda exibe o Focus com link que não abre. Não confundir o Dreamy Geek 3 com o Dreamy GeekTV, que segue no catálogo público.
- Kits de 3D passivo e lente Cinemascope fixa — categorias ainda no filtro da loja, com zero produto.
- Siglos, Yunzi e Inti — sem página no site atual, mas citados no PDF vigente do lift, feito sob medida para eles.
Nada disso é motivo para descartar equipamento em funcionamento: num DreamVision de geração anterior, o ganho maior costuma estar em tela, alinhamento, calibração e luz ambiente, não na troca.
Perguntas frequentes sobre a DreamVision
Qual a diferença real entre o EOS Light e o EOS Light+?
A diferença que decide não é brilho — são 2.000 contra 2.300 lúmens. É gamut. A tabela do fabricante atribui o filtro de cinema, com DCI 98% e BT.2020 73%, ao EOS Light+, e declara sRGB 100% para o EOS Light, espaço de cor bem menor que o do cinema digital. Registramos a divergência na fonte: a página 3 da mesma brochura afirma que os EOS Light suportam BT.2020, enquanto a tabela da página 4 dá sRGB 100%. Publicamos a leitura conservadora e pedimos confirmação à fábrica quando cor calibrada é o argumento da sala.
O EOS Signature+L cabe no lift da própria DreamVision?
Depende de qual documento do fabricante você lê, e é por isso que não fechamos essa combinação sem consulta. A página do Projector Lift declara carga máxima de 30 kg; o PDF que ela distribui declara 25 kg na tabela e repete 25 kg no cabeçalho. O EOS Signature+L pesa 25,3 kg — passa por um número e não passa pelo outro. Não escolhemos entre os dois: pedimos confirmação da carga real à fábrica, e o cálculo precisa incluir o suporte. O EOS 2+L, com 23,1 kg, e os EOS Light, com 14,6 e 14,8 kg, ficam abaixo dos dois limites. Há ainda o detalhe elétrico: o lift é declarado para 220–230 V em 50 Hz.
Dá para a tela motorizada descer sozinha quando o projetor liga?
Nos EOS Signature+L e EOS 2+L, sim: eles têm trigger de 12 V e RS-232C. Nos EOS Light e EOS Light+, não pelo caminho convencional — a tabela do fabricante marca ausência de trigger de 12 V, de sincronismo de 3D e de RS-232C nos dois. E vale para a família inteira: nenhum HDMI dos EOS suporta CEC. Resta a porta de rede, o que faz a integração depender do driver do processador de automação e obriga a tela a ter módulo de contato seco próprio.
Procurei por “EOS 2L” e “EOS Signature L” e não achei. Saíram de linha?
Não saíram: foram renomeados. O servidor do fabricante redireciona permanentemente as páginas de EOS 2 e EOS 2L para o EOS 2+L, e as de EOS Signature e EOS Signature L para o EOS Signature+L. O sinal da geração corrente é o “+”, que aparece também no código de peça: os atuais terminam em “+”, como R9202403+, enquanto a geração anterior usava a série R92022xx. Boa parte do que aparece em busca pelo nome antigo descreve a geração passada. Caso diferente é o do EOS 1-L, cuja página devolve erro e não aponta sucessor.
A que distância da tela o projetor precisa ficar?
É a conta que mais importa em obra e é justamente a que o fabricante não publica para a família EOS. A ficha traz o zoom, o diâmetro da lente e a faixa de tela, mas não traz razão de projeção — e sem ela não se define berço, furo de forro ou posição de lift. Não estimamos esse número: pedimos a tabela de distâncias ao fabricante e só então fechamos a geometria da sala. Em outros modelos o dado existe — o Ares declara de 1,08 a 1,76:1 com a lente padrão e o UltraPro-X, 0,25.
Projetos com DreamVision em São Paulo
A NEXTTHOUSE especifica, instala e calibra — e diz o que a ficha do fabricante não fecha antes de você comprar. Conte o que quer da sala; nós dizemos o que ela comporta.