Automação e controle
RTI em São Paulo

A RTI é uma plataforma de controle residencial e corporativo: processadores, controles remotos de mão, touchpanels de embutir, teclados alimentados por rede, matriz de áudio com DSP e amplificação multizona, todos programados pela mesma ferramenta. Na loja oficial da marca há hoje 58 códigos RTI — um catálogo enxuto, que se resolve em poucas famílias.
Esta página não é catálogo. É o mapa do que precisa estar decidido antes de o gesso fechar e antes de a proposta ser assinada — e na RTI a primeira decisão não é de hardware: é de quem vai programar o sistema, porque o software que faz isso não está aberto ao mercado. A NEXTTHOUSE especifica e integra RTI em São Paulo.

A marca mudou de dono e de domínio — e a engenharia não
O endereço que a maioria das propostas ainda cita não é mais o site da marca. O domínio rticorp.com continua respondendo, mas redireciona para avproglobal.com, na página institucional da marca dentro do grupo. A RTI é hoje uma das sete marcas da AVPro Global Holdings — ao lado de AVPro Edge, AudioControl, Bullet Train, Murideo, ThenAudio e ProControl —, descrita pelo próprio grupo como a marca de sistemas de controle e automação. O rodapé de todas as páginas assina AVPro Global Holdings, em Sioux Falls, Dakota do Sul.
Só que a mudança de marca não arrastou a infraestrutura técnica junto. O domínio rticontrol.com continua vivo, e é para lá que apontam os links de software e de serviço da própria página da AVPro: o download do Integration Designer, o RTiQ de monitoramento remoto, o Driver Store, o portal de desenvolvedor, o fórum e a nuvem do RTiPanel. A marca migrou de domínio; a engenharia não.
Isso muda o que esta página pode afirmar. A loja da AVPro publica descrição, código e conteúdo da caixa — e não publica tabela de especificação. Não há potência, consumo, dimensão nem quantidade exata de portas por processador em nenhuma ficha, e os manuais estão atrás de conta de dealer: por isso não há um único número de ficha técnica aqui. Preço também não, porque a loja é declaradamente para clientes dos Estados Unidos. E nada foi confirmado sobre distribuição, garantia ou assistência no Brasil.
Processador: a escolha é de topologia, não de metragem
São cinco os processadores da linha, e a diferença entre eles não é o tamanho da casa — é o desenho do sistema.
- XP-8v — o único da linha declarado como de terceira geração e o único descrito para os sistemas mais avançados. É o processador de rack de projeto grande.
- XP-6s — a versão de rack do projeto padrão, um degrau abaixo do XP-8v.
- XP-3 — compacto, com Ethernet, Zigbee, RS-232, infravermelho e relés, e relógio astronômico embarcado, que dispara eventos por nascer e pôr do sol sem depender de servidor. A fonte o descreve tanto para sala fechada — media room, quarto, sala de reunião — quanto como controlador secundário dentro de um sistema maior.
- RP-4 RF — receptor de radiofrequência integrado, para sala única. Tem limites duros, listados abaixo.
- KX4 — teclado com tela e processador integrado, que a própria navegação da marca conta como processador. Resolve o ambiente que precisa de lógica própria sem ganhar um rack.
⚠ Atenção a uma perda de função entre gerações. A ficha do XP-8v diz, com todas as letras, que este produto não suporta mais saída HDMI. Se o sistema herdado usava a saída HDMI do processador para gerar interface em tela, essa função não existe na geração corrente. Trocar o processador de um sistema antigo não é uma substituição transparente, e essa é a primeira coisa a conferir num retrofit. O que mais mudou entre o XP-8 e o XP-8v, e se a geração anterior segue com suporte, a fonte não diz — e nós não deduzimos.
Não especifique RP-4 para ambiente que vai crescer. A própria ficha do produto lista o que ele não faz, e a lista é decisiva: ele não suporta nenhuma interface RTI cabeada — nada de touchpanel de embutir, nada de teclado de parede, nada dos módulos de expansão serial, de sensing de tensão ou de relé —, não aceita antena de 433 MHz nem transceptor Zigbee adicionais, e suporta o aplicativo de controle somente em iOS e somente em uma via, sem retorno de estado. É solução de sala única com equipamento em armário. Qualquer sinal de que virá um segundo ambiente já pede XP-3.
E há um cuidado de escrita que vale para a marca inteira: o nome do produto RTI carrega letra minúscula e sinal que marcam geração — o v do XP-8v, o s do XP-6s, o + do ESC-2+ e do RKM-1+. Uma letra a menos é outro produto, ou produto nenhum.
Interfaces: puxe rede, não tensão
É aqui que a RTI muda a infraestrutura da obra, e a decisão precisa ser tomada antes do elétrico. Os teclados KP-2, KP-4 e KP-8 e os touchpanels IST-5 e IST-10 são alimentados por PoE: o mesmo cabo de rede leva energia e comunicação, saindo de um switch no rack em vez de um circuito elétrico até cada ponto de parede. Isso simplifica a obra e cria uma conta nova — cada ponto de controle consome uma porta PoE, e o orçamento de portas do switch fecha junto com a quantidade de teclados, não depois.
Entre os dois touchpanels, a diferença é de função e não de polegada. O IST-5, de 5″, resolve controle ocupando metade da parede. O IST-10, de 10″, traz câmera de 2 MP com obturador manual, array de microfones far-field e SIP full-duplex: se o projeto prevê interfone ou videoporteiro sobre a rede, é este o painel. Os dois embutem a poucos milímetros do plano da parede, sobre caixa americana single ou double gang. Em obra brasileira isso é decisão de infraestrutura, não de acabamento — a caixa entra no projeto elétrico, antes do gesso.
Nos teclados, o KX2 junta tela pequena e doze botões, o KX4 junta tela, cinco botões e processador, e o RKM-1+ é o teclado dedicado de áudio multiroom, com oito botões e retorno por LED. ⚠ Aqui mora uma armadilha clássica de catálogo: existem os back boxes de embutir do KX3/KX4 e do KX10, e não existe produto KX3 nem KX10. Acessório de modelo que saiu de linha continua vendável e continua aparecendo em busca.
Nos controles de mão, o ISR-4 tem tela capacitiva de 4″, Wi-Fi e infravermelho, acelerômetro e sensor de luz ambiente; o ISR-2 é a versão de 2,8″; o T1-B+ é a terceira geração do T1, em plataforma dual RF. O U3 é o de área molhada: IP66 declarado e display e-paper legível sob sol, para deck e borda de piscina. E traz uma amarra — o U3 exige a ferramenta ZB-Pro para receber arquivo de sistema e firmware. Sem ela não se carrega nem a primeira programação: some o ZB-Pro à proposta no mesmo item do U3.
Gravação de tecla tem prazo, e não é curto. A gravação a laser dos botões é feita por um programa gratuito e restrito a dealers, com 2 a 4 semanas declaradas para entrega — e, fora dos Estados Unidos, o pedido passa pelo distribuidor, o que soma. Teclado sem legenda é teclado que o cliente não usa, então é item de cronograma: o pedido sai antes do acabamento. E a lista de compatíveis é fechada — só KP-2, KP-4, KP-8, RKM-1+, KX2, KX4 e T1-B+ aceitam gravação.
Áudio distribuído — e a única exceção da linha
A espinha do áudio RTI é o AD-1616, matriz com DSP de 16 entradas por 16 saídas: equalizador paramétrico de cinco bandas, mixagem e auto-ducking, que abaixa a música sozinha quando entra microfone ou campainha. A marca declara empilhamento de até quatro chassis, chegando a 64 zonas — o que cobre praticamente qualquer residência antes de precisar de outra arquitetura.
E ele carrega a exceção mais importante do catálogo: é o único produto da linha que a fonte declara utilizável fora do ecossistema RTI. Configura-se pelo Integration Designer ou por uma interface web própria, e opera em modo autônomo ou dentro do ambiente de outro sistema de controle. Em projeto onde a automação é de outra plataforma e só o áudio é RTI, é este produto que sustenta a decisão.
A amplificação se divide por tipo de instalação. O CP-16i entrega dezesseis canais de 100 W em Classe D em uma única unidade de rack, e é o par natural do AD-1616 num sistema de muitas zonas. Os AMP-8-125 e AMP-4-125 fazem dois trabalhos no mesmo chassi: oito e quatro canais em baixa impedância, ou metade dos canais em linha de tensão de 70/100 V — o caminho para área externa extensa, onde a distância de cabo derruba a impedância convencional. Há ainda as matrizes amplificadas AD-810-100 e AD-46-100, para sistemas menores.
Uma ressalva de estoque que não é declaração de fim de linha. As versões com Dante desses amplificadores aparecem sem estoque em todas as variantes da loja oficial. Isso é indício, e só: a AVPro não publica página de descontinuados da RTI, e nenhuma dessas fichas traz rótulo de fim de linha. Antes de especificar amplificador com Dante, confirme o estado do produto com o distribuidor — não escrevemos “descontinuado” onde a fonte só diz “indisponível”.
⚠ A programação é o item mais importante da proposta — e ela tem dono
Vale separar duas coisas que a proposta costuma misturar, e é a mesma separação que fazemos ao especificar a outra plataforma de controle do portfólio cujo software de programação é restrito a dealer certificado.
Capacidade do produto é o que a ficha declara e o fabricante garante: os processadores da série XP fazem feedback bidirecional, falam IP, RS-232, infravermelho, relé e entradas de sensing; o XP-3 acrescenta Zigbee e o relógio astronômico; teclados e touchpanels vivem de PoE; o AD-1616 empilha até 64 zonas. Nada disso depende de quem instala.
Escopo de programação é outra conta. A cena que apaga a luz, fecha a persiana e baixa o volume num botão só; o que cada tecla faz em cada ambiente; a lógica com portão, alarme e clima; o retorno de estado na tela. Nada disso vem pronto — e, na RTI, nada disso se faz sem uma ferramenta que não está aberta ao mercado.
A exigência está escrita na fonte, e mais de uma vez: o Integration Designer é declarado disponível exclusivamente para dealers autorizados da RTI, repetido nas fichas do XP-8v, do XP-6s, do XP-3, do RP-4, do KX4 e do RKM-1+. O gate é técnico e verificável: o download do software e o serviço de monitoramento remoto redirecionam para a autenticação única da AVPro, e sem conta não há acesso. Somam-se camadas: quem vai escrever driver próprio precisa concluir todos os níveis do treinamento certificado da marca, comprovar experiência de programação, esperar de sete a dez dias úteis pela análise e assinar contrato formal antes de receber o SDK; os drivers de comunidade publicados pelo dealer têm limite padrão de dez e precisam ser assinados com a conta de desenvolvedor.
E há um degrau de versão que decide retrofit. Os produtos novos — ISR-4, IST-5 e IST-10 — declaram programar somente com o Integration Designer 11, não com versão anterior. Quem tem base instalada programada numa versão antiga e quer acrescentar um touchpanel de 10″ não está comprando uma peça: está contratando a migração do projeto para a versão 11. Isso é hora de engenharia, e precisa estar na proposta como tal.
A segunda consequência é comercial: trocar de integrador, num sistema RTI, significa trocar para outro dealer autorizado, porque o arquivo de programação só abre na ferramenta credenciada. É condição legítima, é a mesma lógica de outras plataformas de automação que operam por rede de dealers, e por ser legítima deve estar escrita na proposta em vez de virar surpresa três anos depois.
Fora do ecossistema, a integração com outros subsistemas costuma ser declarada pelo fabricante do outro lado, não pela RTI. É o caso da climatização: a interface de HVAC que usamos para trazer VRF e split para dentro da automação declara suporte a RTI na sua própria lista de sistemas compatíveis. Quem declara o suporte é quem publica a lista, e é do lado dele que se confere o driver antes de prometer a função em memorial.
Como a NEXTTHOUSE especifica RTI
Começamos pelo código, não pelo nome comercial. A grafia da RTI é instável até dentro da própria loja: o produto se chama T1-B+ no título e aparece como T1B+ nos acessórios da mesma família. Usamos a grafia do produto no memorial e conferimos código a código contra o catálogo antes de emitir proposta.
⚠ Há uma divergência que não resolvemos, e a declaramos. O SURFiR aparece no menu de navegação da marca entre os controles remotos correntes, ao lado de ISR-4, ISR-2, U3 e T1-B+ — e o título do mesmo produto, na mesma loja, no mesmo dia, é “SURFiR Companion Remote Control (Discontinued)”, com todas as variantes sem estoque. Tratamos pelo lado conservador — não o especificamos em projeto novo — e registramos a divergência em vez de escolher qual das duas telas está certa.
Nome antigo em proposta é sinal de remoto antigo. Toda uma geração de controles da marca sobrevive apenas nos nomes das baterias e do cabo de programação — T1, T1B, T2, T2+, T2B, T2C, T2Cs, T2i, T2x, T3, T3x, T4x —, e nenhum deles tem produto no catálogo. Do outro lado, sem estoque não é o mesmo que fora de linha: como a marca não publica lista de descontinuados, a indisponibilidade na loja é o único sinal existente, e ele é indício, não declaração. Confirmamos com o distribuidor antes de escrever qualquer um desses códigos num memorial.
O que não confirmamos, não escrevemos. Não há aqui ficha técnica de nenhum modelo — nem a contagem exata de portas seriais, de infravermelho e de relé de cada processador, que o conteúdo da caixa sugere mas a fonte não afirma. Também não descrevemos o serviço de monitoramento remoto da marca como parte da entrega: ele está atrás de login, e o que ele monitora, quanto custa e se opera fora dos Estados Unidos não foi verificado.
O que reservamos na obra, sempre. Portas PoE no switch para cada teclado e cada touchpanel; caixa de embutir definida com o elétrico antes do gesso; a ferramenta ZB-Pro na lista sempre que houver U3; prazo de gravação de teclas antes do acabamento; e uma linha de escopo de programação com horas, separada da lista de equipamentos. Sistema de controle que chega na obra sem essas cinco decisões atrasa por motivo que nada tem a ver com o equipamento.
Perguntas frequentes sobre a RTI
O site oficial da RTI ainda é o rticorp.com?
Não. O domínio rticorp.com continua respondendo, mas redireciona para avproglobal.com: a RTI é hoje uma das sete marcas da AVPro Global Holdings, ao lado de AVPro Edge, AudioControl, Bullet Train, Murideo, ThenAudio e ProControl. Só que a infraestrutura técnica não migrou junto — o domínio rticontrol.com continua vivo e é para onde apontam os links de download do Integration Designer, do monitoramento remoto, do Driver Store, do portal de desenvolvedor e do fórum. Na prática, um integrador trabalha nos dois endereços, ambos atrás da autenticação única do grupo.
Preciso de dealer autorizado para programar um sistema RTI?
Sim, e a marca declara isso por escrito. O Integration Designer é descrito como disponível exclusivamente para dealers autorizados da RTI, e a exigência aparece repetida nas fichas dos processadores, do KX4 e do RKM-1+. O gate é verificável: o download do software e o monitoramento remoto redirecionam para a autenticação única da AVPro, e sem conta não há acesso. Há camadas acima disso — quem vai escrever driver próprio precisa concluir todos os níveis do treinamento certificado, aguardar de sete a dez dias úteis pela análise e assinar contrato formal antes de receber o SDK. Isso não é defeito da plataforma: é o modelo de canal dela. Mas precisa estar na proposta, porque significa que trocar de integrador implica trocar para outro dealer autorizado.
Comprei um IST-10 para um sistema RTI antigo. Ele vai funcionar?
Depende da versão em que o sistema foi programado, e essa é a pergunta a fazer antes da compra. ISR-4, IST-5 e IST-10 declaram programar somente com o Integration Designer 11 — não com versão anterior. Se a base instalada foi feita numa versão antiga, acrescentar um desses produtos significa migrar o projeto inteiro para a versão 11, o que é hora de engenharia e não uma peça a mais na lista. Vale conferir também a infraestrutura: o IST-10 é alimentado por PoE, então consome porta de switch PoE, e embute sobre caixa americana definida antes do gesso. E usar a câmera, os microfones e o SIP do painel como interfone entra em escopo de programação, não em recurso que já vem pronto.
O SURFiR ainda está em linha?
A fonte se contradiz, e nós não escolhemos por ela. O menu de navegação da marca lista o SURFiR entre os controles remotos correntes, ao lado do ISR-4, do ISR-2, do U3 e do T1-B+. O título do mesmo produto, na mesma loja, no mesmo dia, é “SURFiR Companion Remote Control (Discontinued)”, e todas as variantes aparecem sem estoque. Diante disso adotamos o lado conservador: não especificamos o SURFiR em projeto novo e registramos a divergência em vez de afirmar qual das duas telas está atualizada. Se o produto for necessário por compatibilidade com uma base instalada, a confirmação tem de vir do distribuidor, por escrito, antes de entrar no memorial.
O aplicativo RTiPanel exige licença por processador?
A fonte traz as duas informações na mesma página, e a formulação honesta é condicional. Sob o título de suporte a licença, a RTI declara que os aplicativos de controle não exigem mais licenciamento adicional, exigindo firmware 25.9.24 ou posterior. Poucas linhas acima, nas notas de instalação, segue descrito o procedimento antigo: a licença é gerada a partir do endereço MAC do processador, as licenças da série XP e do RP-4 não são intercambiáveis, e não há troca nem transferência. A leitura correta é a das duas juntas: a partir daquele firmware a marca declara não haver licença adicional, e para base instalada em firmware anterior o procedimento por MAC continua valendo. Não afirmamos “não precisa de licença” sem a condição de firmware.
Projetos com RTI em São Paulo
A NEXTTHOUSE especifica, integra e comissiona. Conte o que a casa precisa fazer — nós dizemos o que o sistema comporta e o que a obra reserva.