Automação e controle
CoolAutomation em São Paulo
Numa casa de alto padrão, o ar-condicionado costuma ser o último sistema a entrar na automação — e quase sempre entra mal: liga e desliga por infravermelho, sem retorno de estado, sem setpoint, sem saber se a máquina está em falha. A CoolAutomation, fabricante israelense fundada em 2009, existe para resolver esse ponto.
O que ela faz é traduzir: de um lado fala nativamente o barramento proprietário do fabricante do ar; do outro, entrega um único conjunto de protocolos padronizados ao sistema de automação da casa. O ar vira um subsistema de verdade, com modo, setpoint, velocidade de ventilador e código de erro voltando para a interface.

O que o produto faz, de fato
Um sistema VRF/VRV é um circuito de comunicação fechado e proprietário entre a condensadora e as evaporadoras. Cada fabricante usa o seu — DIII-NET na Daikin, M-NET na Mitsubishi Electric, H-LINK na Hitachi, e assim por diante, marca a marca, na tabela adiante — e nenhum sistema de automação residencial fala qualquer um deles.
O caminho tradicional é comprar o gateway do próprio fabricante do ar — por marca, às vezes por modelo: driver diferente a cada marca, lógica diferente a cada obra e equipamento novo toda vez que o cliente troca de fornecedor de climatização.
O aparelho da CoolAutomation se pluga direto no barramento proprietário e expõe Modbus RTU, Modbus IP, BACnet MS/TP, BACnet IP, ASCII, KNX e REST API do lado da automação. Um mesmo hardware atende marcas diferentes — inclusive marcas diferentes em linhas físicas diferentes no mesmo equipamento, o que resolve a casa ampliada que ganhou um segundo sistema de outro fabricante.
Duas consequências decidem projeto. A primeira: a comunicação é bidirecional — o estado real da máquina volta para o sistema, incluindo diagnóstico. A segunda: na linha CoolMaster, a marca do ar é selecionada no display do próprio aparelho, sem exigir conhecimento prévio de HVAC de quem instala — e por isso o equipamento precisa ficar acessível.
Aviso de catálogo: o CoolMasterNet saiu de linha
Este é o ponto mais caro desta página, e o motivo pelo qual ela precisa existir em português.
O CoolMasterNet foi descontinuado e substituído pela linha CoolMaster. A declaração é literal na página da linha de produto, no site do fabricante, e o próprio fabricante já redirecionou a URL antiga para a nova — o 301 está feito.
O problema é que a página em português do fabricante não traz essa nota. Quem consulta o material em PT — o comportamento natural de um integrador brasileiro — não descobre que o produto saiu de linha. E “CoolMasterNet” é um nome que circula há anos em documentação de integração, em módulo de driver de sistema de automação e em orçamento antigo. Se aparecer “CoolMasterNet” em proposta, memorial ou lista de material, é produto morto — deve ser relido como CoolMaster ou CoolMasterPro, conforme o porte.
Uma ressalva honesta, porque a fonte do fabricante não é unânime: a base de conhecimento da marca, em artigo atualizado depois do anúncio de descontinuação, ainda lista o CoolMasterNet entre os produtos a que a ficha se aplica. A leitura conservadora é que o produto saiu de linha comercialmente e a documentação segue valendo para a base instalada — mas isso é interpretação nossa, não declaração da marca, e por isso fica registrado como divergência não resolvida. Para equipamento novo, a linha corrente é a única resposta.
Duas outras peças foram declaradas legado pelo próprio fabricante: o aplicativo CoolRemote, substituído pelo IoC Control, e há ainda um dispositivo chamado CloudBox que aparece apenas na base de conhecimento, sem página de produto e sem nota de descontinuação. Não o especificamos.
A linha, dispositivo por dispositivo
CoolMaster e CoolMasterPro — VRF/VRV
Mesma família, e o corte não é só de quantidade. O CoolMaster atende até 32 unidades internas; o CoolMasterPro, até 255. Ambos entregam Modbus RTU e IP, BACnet IP e MS/TP, REST API, HDL e ASCII. Mas só o Pro dá acesso local aos dados de serviço: o CoolMaster comum não expõe diagnóstico ao BMS por integração local, então falha de máquina visível no sistema de gestão predial exige Pro, independentemente da quantidade de evaporadoras.
Nota de dimensionamento que costuma passar batido: os 32 não são promessa. O fabricante avisa que o número máximo de unidades conectadas pode cair conforme o limite da marca do ar — vale sempre o menor dos dois tetos, e é o da climatização que costuma surpreender. E “unidades conectadas” inclui CoolPlugs, sensores e fancoils, não só evaporadoras de VRF.
CoolMaster EDGE — processamento local
Atende VRF/VRV e qualquer sistema ou sensor com interface BACnet, com saída BACnet e Modbus e assistente de configuração BACnet para sensor de terceiro. É o único da linha com processamento local: intertravamento, agendamento e restrição de controle sem internet, com buffer em cartão microSD que guarda o dado durante a queda de link e sincroniza quando ele volta. Assinatura: no EDGE, integração e controle local funcionam de saída, e as funções avançadas exigem assinatura de nuvem ativa — o fabricante declara isso em nota na própria página do produto. Vale lembrar que assinatura para o avançado é regra da linha inteira: todos os dispositivos pedem licença adicional para as suítes profissionais.
CoolMaster Home e CoolMasterLT — mini VRF
Têm subtítulo idêntico no material do fabricante, palavra por palavra, e são produtos diferentes. O que os separa:
- CoolMaster Home — até 6 unidades internas, com integração nativa com automação residencial.
- CoolMasterLT — até 8 unidades internas, com servidor Modbus, além de auto changeover e duplo setpoint via nuvem. Se o projeto precisa de Modbus, é LT.
CoolPlug + CooLinkHub — split e multi-split
É a resposta para o caso mais comum em apartamento brasileiro: split e multi-split não têm barramento central. Um CoolPlug por evaporadora conversa com o CooLinkHub, que concentra até 10 CoolPlugs e entrega Modbus ou BACnet e REST API. Dois pontos mudam o orçamento:
- O CoolPlug não é peça universal. Cada um é específico por marca de ar, com a sigla do fabricante no adesivo — DK (Daikin), DKS (Daikin Siesta), SA|TO|PN (Sanyo/Toshiba/Panasonic), PN|CAPRA, FJ (Fujitsu/General), ME (Mitsubishi Electric, conector CN105), MH (Mitsubishi Heavy), HT (Hitachi, só VRF), MD (Midea), LG, GR (Gree, só GMV5 VRF), GRTS (Gree) e SM (Samsung). Orçar “CoolPlug” sem a sigla é orçar peça indefinida.
- Existe versão sem fio, que a marca posiciona explicitamente para retrofit — o argumento é não precisar abrir parede nem forro, o que em apartamento já entregue é frequentemente a diferença entre integrar a climatização e desistir dela. O número: o fabricante declara 2,4 GHz em rede mesh proprietária, com distância recomendada de até 20 m em linha de visada entre dois dispositivos — e avisa que parede de concreto, laje e ruído eletromagnético reduzem isso de forma significativa. Como é mesh, cada CoolPlug repete o sinal: o que precisa fechar é o enlace de cada CoolPlug com o vizinho, não com o hub. O pareamento inicial exige os dois a até 3 m em linha de visada.
CooLinkBridge — os sistemas auxiliares
É o dispositivo para o que não é ar-condicionado de expansão direta: zone control, bomba de calor ar-água, piso radiante e água gelada. Recebe Modbus RTU e entrega Modbus RTU e IP, BACnet MS/TP e IP e REST API. Entre os auxiliares declarados: zone control Actron Air (com tabela modelo a modelo e adaptadores próprios), bombas de calor Daikin Altherma e LG Therma V, ventilação com recuperação de calor e controladores Modbus de outros fabricantes. Grafia, porque isso quebra busca: é CooLinkBridge — dois “o”, um “l”; a própria marca escreve “CoolLinkBridge” em alguns pontos do site, variante do fabricante e não a grafia correta.
KNX é modelo de hardware, não licença
“CoolMaster KNX”, “CoolMasterPro KNX”, “CooLinkHub KNX” e “CooLinkBridge KNX” são SKUs distintos, não firmware a habilitar depois: especificar “CoolMaster” numa obra KNX é erro que só se corrige trocando o equipamento. A marca declara os CoolMaster e CoolMasterPro KNX como certificados KNX e compatíveis com ETS; para o CooLinkHub KNX e o CooLinkBridge KNX a certificação não é declarada — se o projeto exige o selo, confirme por escrito antes de fechar.
Quando o ar não tem interface nenhuma: os controladores próprios
Rooftop antigo, self, fancoil de água com termostato burro, piso radiante: não há barramento digital. Não é caso de gateway — é caso de substituir o controlador original por um da própria CoolAutomation, que já nasce Modbus. Serviço a mais no escopo, não acessório.
- Controlador de fancoil e de bomba de calor —
GS-541-FC-HP-24VaceGS-541-FC-HP-230Vac. Um aparelho só, com DIP switch que seleciona o modo (HP ou FC). Montagem em trilho DIN, conectores destacáveis, LED de I/O e de comunicação, Modbus RTU, comando em 24 Vac ou 230 Vac. Até 10 por CooLinkBridge; a brochura do fabricante declara até 48 por CoolMasterNet — produto fora de linha, e o número não foi reeditado para a linha atual. - Controlador de piso radiante —
GS-SMT-HOA. Oito loops independentes, cada um com sensor, setpoint e saída própria; oito sensores de temperatura 10K; oito saídas a relé de 5 A; 24 Vdc, 0,5 A. Até quatro controladores — 32 zonas — por CooLinkBridge. - Termostato touchscreen de parede —
GS-SMT-131. Tela TFT com liga/desliga, setpoint e velocidade de ventilador, sensor de temperatura embutido, Modbus RTU, alimentação e comando em 24 Vac, entradas de PIR, porta e janela por contato seco, saídas a relé e 0–10 V, 113 × 103 × 25 mm. Até 10 por CooLinkBridge; a brochura do fabricante declara até 48 por CoolMasterNet, número não reeditado para a linha atual. - Controlador I/O multipropósito —
GS-SMT-IO-Controller. Oito entradas universais, cada uma configurável como sensor 10K, 0–10 Vdc, 4–20 mA ou digital; dez saídas a relé livres de tensão, NA/NF; duas saídas analógicas 0–10 Vdc; 24 Vdc, 0,5 A. É o que traz sensor de temperatura, umidade, CO₂, presença e contato seco para o mesmo painel do ar.
Advertência de compra: os códigos desses controladores divergem entre o site e a base de conhecimento do próprio fabricante, e o mesmo par de códigos aparece atribuído a dois produtos diferentes — não dá para saber pela fonte se é a mesma peça com dois usos ou erro de catálogo. Peça o código de compra ao comercial antes de orçar.
Marcas de ar-condicionado com interface declarada
A tabela responde à pergunta que todo cliente faz: o meu ar funciona com isso? Os dados são os que o fabricante declara na ficha de marcas suportadas; “dado de serviço” indica se a marca devolve diagnóstico, além do controle.
| Marca | Interface / linha | Máx. internas por linha | Máx. sistemas | Conexão | Dado de serviço |
|---|---|---|---|---|---|
| Daikin VRV | DIII-NET | 64 grupos (até 128 internas) | 10 | IDU/ODU · F1, F1 | sim |
| Daikin não-VRV | — | 64 | — | IDU · F1, F2 | não |
| Mitsubishi Electric VRF | M-NET | 50 | 10 | ODU · M1, M2 | sim |
| Mitsubishi Electric não-VRF | — | 50 | — | IDU · M1, M2 | não |
| Mitsubishi Heavy | SuperLink / New SuperLink | 128 | 32 | IDU/ODU · A, B | não |
| Hitachi | H-LINK | 160 | mais de 20 | IDU/ODU · 1, 2 | sim |
| Toshiba | TCC LINK | 64 | 40 | IDU/ODU · (U1,U2), (U3,U4) | sim |
| Panasonic | S-NET | 64 | 16 | IDU/ODU · U1, U2 | não |
| Fujitsu | LON (ANSI/CEA-709.1-B) | 128 | 16 | ODU · X1, X2 | Ver2 / Ver3 |
| LG | linha L4–L7 | 128 | — | IDU/ODU · CentA, CentB | sim |
| Samsung | linha L4–L7 | 128 | 16 | ODU · (F1,F2), (R1,R2) | DVMS |
| Midea | linha L4–L7 | 64 | 16 | ODU · X, Y, E | Ver6 |
| Gree GMV-5 / GMV-6 | linha L8, CAN Bus | 64 ou 128, conforme adaptador | 16/24 e 16/32 | GMV-5: IDU/ODU · GMV-6: ODU · G1, G2 | sim |
| Gree GMV-4 | linha L4–L7 | 16 | 1 | ODU · G1, G2 | não |
| Haier MRV4 / MRV5 | linha L1,L2 / L4–L7 | 64 | 2 | ODU · CN31/CN32 · CN47 | sim |
| Chigo | linha L4–L7 | 64 | 16 | ODU · X, Y, E | não |
| Blue Star | linha L4–L7 | 255 | 10 | ODU · A, B | não |
| AUX | linha L4–L7 | 64 | — | ODU · A, B | não |
Constam de um segundo artigo do fabricante, com modelos listados mas sem ficha de interface: Intensity, Kentatsu, Sanyo e Trane. E o inverso também existe: AUX e Mitsubishi Heavy têm ficha de interface completa mas não aparecem na lista de compatibilidade por modelo. Daí a nota de método: o fabricante mantém duas listas de marcas suportadas que não coincidem entre si — marca nas duas é suporte declarado; marca em só uma é não confirmada, e perguntamos ao suporte antes de escrever no memorial.
Notas de instalação que valem projeto
- Sistema com recuperação de calor conecta só na condensadora — vale para Daikin, Hitachi, Mitsubishi Electric, Panasonic e Toshiba. Muda onde o dispositivo mora e quanto cabo prever.
- Múltiplos sistemas Mitsubishi: a conexão é na condensadora.
- Daikin exige AirNet e endereço de grupo configurados na climatização.
- Haier MRV5 exige duas linhas separadas se o projeto quiser controle e dado de serviço.
- Samsung: o próprio fabricante avisa que algumas séries antigas podem não funcionar corretamente — confirmar caso a caso.
- Adaptador de terceiro é frequente, e nem sempre é fornecido pela CoolAutomation. Fujitsu exige Echelon USB Adapter, declarado como não fornecido; Blue Star exige conversor DVRF Modbus; Toshiba, um adaptador por condensadora master; Hitachi multi, split e SkyAir, o PSC-6RAD; Gree GMV-5/6, adaptador CAN Bus USB, esse sim fornecido. Some ao orçamento antes de fechar preço.
- Não é obrigatório abrir mão do controle central de fábrica. O fabricante documenta a conexão do controlador central da marca do ar em paralelo ao dispositivo CoolAutomation.
Como a NEXTTHOUSE especifica e integra
A pergunta que decide a especificação é uma só: qual é a topologia do ar — não a metragem da casa nem o número de ambientes.
- VRF/VRV → CoolMaster até 32 evaporadoras; CoolMasterPro acima disso, ou com dado de serviço lido localmente pelo BMS.
- Mini VRF de apartamento → CoolMaster Home; CoolMasterLT quando é preciso servidor Modbus.
- Split e multi-split → CoolPlug em cada evaporadora mais CooLinkHub, com a sigla conferida contra a marca do ar.
- Piso radiante, bomba de calor ar-água, água gelada, zone control → CooLinkBridge.
- Obra com KNX → o SKU tem de ser a versão KNX. É hardware, não firmware.
- Equipamento sem interface digital → troca do controlador pelo
GS-541-FC-HP,GS-SMT-131ouGS-SMT-HOA.
O que precisa entrar na planta antes do gesso
- Ponto de rede ou linha RS-485 até o dispositivo, em local acessível — qualquer revisão de linha exige chegar ao display. Não embutir atrás de gesso fechado.
- Acesso ao barramento proprietário do ar — F1/F2, M1/M2, U1/U2, X/Y/E conforme a marca. É conversa com o instalador da climatização na fase de projeto, não na entrega, e a etapa que mais atrasa obra quando fica para depois.
- Alimentação: o fabricante registra que linhas Daikin e Mitsubishi não-VRF podem exigir alimentação de 14 a 16 V vinda do CoolMaster, com verificação de tensão antes de energizar.
Onde ela encaixa no resto do sistema
A CoolAutomation declara mais de trinta parceiros de automação residencial, entre eles Savant, Crestron, Control4 e RTI, além de Lutron, URC, Vantage e KNX — declaração da marca, que registramos como tal. Compatibilidade declarada por um fabricante não substitui programação, comissionamento e teste de cena, que é o que a NEXTTHOUSE entrega; plataforma fora dessa lista se confirma antes de qualquer promessa em memorial.
Alerta no lado residencial: o fabricante promete Apple Home nas páginas de produto, enquanto a ficha de compatibilidade lista Apple HomeBridge — ponte de terceiros, não o HomeKit nativo. Não prometemos “aparece no app Casa” sem confirmar por qual caminho.
Nuvem, manutenção e rateio de consumo
O aplicativo IoC Control, de controle e agendamento, acompanha o dispositivo. Acima dele há pacotes por assinatura — operação avançada de HVAC, manutenção preditiva, API para desenvolvedor e uma suíte profissional para o integrador.
Um deles tem valor que não é conforto: o VRF Power Distribution faz rateio de consumo por evaporadora. Em laje corporativa, condomínio e prédio de uso misto, isso deixa de ser automação e vira conta a pagar — cada unidade é cobrada pelo que efetivamente usou.
Sobre o EDGE, uma leitura honesta: ele existe para site com link ruim, e o próprio fabricante reconhece que, para quem não usa a plataforma de nuvem, essa resiliência tem relevância limitada. Ele se paga em obra remota, casa de campo e prédio corporativo com BACnet de terceiros para amarrar — não em cobertura urbana com link redundante.
O que a marca não publica
Registramos o vazio em vez de preenchê-lo:
- Dimensão, peso, tensão e consumo nas páginas de produto — nenhum dispositivo de integração traz esses dados no site comercial. Eles existem, mas fora dali: a base de conhecimento publica a ficha completa do CoolMaster (90 × 156 × 35 mm, 266 g, alimentação 5/12/24 V, certificação FCC e CE) e mantém submittals e desenhos DXF de CoolPlug, CooLinkHub, CooLinkBridge e CoolMasterPro. Para EDGE, Home e LT não achamos ficha equivalente.
- Teto de unidades do CoolMaster EDGE — o fabricante não publica número nenhum, nem inclui o EDGE na tabela comparativa da linha. Para o CooLinkBridge a resposta publicada é “depende do modelo”, sem listar os modelos.
- Se o EDGE substitui o CoolMasterPro ou convive com ele: as duas páginas se sobrepõem em função e a marca não posiciona uma contra a outra.
- Escopo e obrigatoriedade das assinaturas — inclusive quais funções do EDGE param sem plano ativo.
- Homologação e assistência no Brasil. O fabricante mantém material em português, mas não declara representação, importador, garantia local nem estoque no país. É a pergunta comercial que mais afeta cronograma, e se faz antes da compra.
Perguntas frequentes sobre a CoolAutomation
Ainda posso especificar um CoolMasterNet?
Não para equipamento novo: o CoolMasterNet foi descontinuado e substituído pela linha CoolMaster, declaração literal na página da linha de produto do fabricante, que já redirecionou a URL antiga. O erro se propaga no Brasil porque a página em português da marca não traz essa nota, e o nome antigo segue circulando em orçamento e memorial. Ressalva: a base de conhecimento do fabricante ainda lista o CoolMasterNet entre os produtos cobertos — lemos isso como documentação válida para a base instalada, mas é interpretação nossa, não declaração da marca. Para projeto novo, é CoolMaster ou CoolMasterPro.
O meu ar-condicionado é compatível?
Depende da marca e da topologia. Em VRF/VRV, a tabela desta página traz as marcas com interface nativa declarada e os limites de cada uma. Em split e multi-split quem decide é o CoolPlug, específico por marca, identificado pela sigla no adesivo. Dois cuidados: algumas marcas exigem adaptador de terceiro nem sempre fornecido pela CoolAutomation, e o fabricante mantém duas listas de marcas suportadas que não coincidem entre si — marca presente em só uma delas é tratada como não confirmada, e conferimos com o suporte antes do memorial.
Qual dispositivo o meu projeto pede?
A topologia decide, não a metragem da casa: VRF/VRV até 32 evaporadoras é CoolMaster, acima disso — ou com dado de serviço lido localmente pelo BMS — é CoolMasterPro; mini VRF é CoolMaster Home, ou CoolMasterLT com servidor Modbus; split e multi-split pedem CoolPlug mais CooLinkHub; piso radiante, bomba de calor ar-água, água gelada e zone control ficam no CooLinkBridge. E em obra KNX o SKU tem de ser a versão KNX — produto distinto, não licença que se habilita depois.
Dá para integrar o ar de um apartamento pronto, sem quebrar parede?
Dá, e é onde a marca ganha sozinha: o CoolPlug tem versão sem fio, que conversa com o CooLinkHub por rádio e o fabricante posiciona para retrofit — sem abrir paredes nem forros. Duas condições antes de prometer: o fabricante declara até 20 m em linha de visada, em rede mesh de 2,4 GHz, e avisa que concreto e ruído elétrico reduzem esse número — então parede de concreto se confere em obra; e o CoolPlug é específico por marca de ar, escolhido no ato da compra pela sigla do adesivo, não configurável depois. Embutir atrás de gesso fechado é o erro clássico.
E se o equipamento for um rooftop, um self ou um fancoil de água?
Aí não existe barramento digital, e não é caso de gateway: o caminho declarado pelo fabricante é substituir o controlador original por um da própria CoolAutomation, que já nasce Modbus — GS-541-FC-HP para fancoil e bomba de calor; GS-SMT-131 como termostato de parede; GS-SMT-HOA para piso radiante; e um controlador de I/O multipropósito para sensores. Duas advertências: é serviço a mais no escopo, não acessório, e os códigos divergem entre o site e a base de conhecimento do fabricante — confirme o código de compra com o comercial antes de orçar.
Projetos com CoolAutomation em São Paulo
A NEXTTHOUSE especifica, instala e comissiona. Conte como é o ar da sua casa — nós dizemos o que ele comporta dentro da automação.