Receptores e processadores A/V
Anthem em São Paulo
A Anthem é canadense e nasceu dentro da Paradigm Electronics — hoje as duas são marcas irmãs no grupo PML Sound International, de Mississauga, Ontário. A fabricação é canadense — a própria Anthem declara que a maior parte dos seus produtos é fabricada no Canadá, com exceção declarada das séries MRX/AVM e MDX, produzidas fora. Ela nasceu de um encontro incomum: a Paradigm mantinha desde 1993 um centro de pesquisa em Ottawa com cientistas vindos do National Research Council do Canadá, e em 1998 comprou a Sonic Frontiers, fabricante high-end de Ontário. A Anthem que existe hoje é o resultado dessa fusão entre pesquisa acústica acadêmica e engenharia de amplificação.
A NEXTTHOUSE representa a Anthem em São Paulo. É a marca que usamos quando o projeto precisa de processamento e amplificação de home theater com correção de sala séria.
O que a Anthem representa
Três coisas diferenciam a marca, e nenhuma delas é discurso de catálogo.
ARC Genesis. A correção de sala da Anthem tem linhagem direta da pesquisa do NRC canadense, e os autores dos algoritmos seguem na equipe. A filosofia é declarada e discutível — no bom sentido: em vez de achatar a resposta da sala, o ARC preserva deliberadamente o ganho natural de grave do ambiente, corrigindo as anomalias sem matar o que a sala tem de bom.
Potência medida com honestidade. A Anthem publica potência como saída contínua máxima de 20 Hz a 20 kHz com dois canais acionados. É um critério mais duro que o usado por receivers da mesma faixa de preço, onde o número grande costuma valer para um canal só, numa frequência só.
Engenharia de amplificação própria. Topologia multi-mono na linha Statement, monitoramento de carga em vez de fusível no caminho do sinal, e fabricação no Canadá nas linhas STR, Statement e MCA.
Por que ela importa num projeto de alto padrão
Porque ela cobre a sala inteira com uma decisão única de arquitetura de sistema, e porque a calibração é o que separa um bom equipamento de um bom resultado.
Sala de cinema não é uma soma de equipamentos: é um sistema acoplado a um ambiente. Duas salas com o mesmo processador e as mesmas caixas soam diferente porque as paredes, o pé-direito e a mobília são diferentes. O ARC Genesis mede essa diferença com microfone calibrado e a corrige de 20 Hz a 20 kHz, com limite de reforço em +6 dB para não destruir driver, e guarda até quatro conjuntos de medição por aparelho — tela recolhida e estendida, cortina aberta e fechada.
Há ainda um ganho que quase ninguém menciona: o mesmo ARC Genesis calibra Anthem, Paradigm e MartinLogan. Num projeto que usa caixas Paradigm com eletrônica Anthem, é um único fluxo de calibração para o sistema todo.
Como a NEXTTHOUSE projeta, integra e calibra
A primeira decisão é a que mais erra: receiver ou processador separado. Um receiver MRX traz processamento e amplificação no mesmo chassi e resolve a maioria das salas. Um processador AVM não amplifica nada — exige amplificadores externos, ocupa mais rack e custa mais, e só se justifica quando a sala pede potência ou contagem de canais que o receiver não entrega.
Depois vem o dimensionamento por canais reais, não por número de catálogo: quantos canais de altura a laje comporta, quantos subwoofers a sala pede, e se eles precisam de correção individual.
E vem a calibração, que fazemos em modo profissional — o ARC Genesis tem um modo automático, para o cliente, e um modo de integrador que expõe ganho de sala, reforço de grave profundo, inclinação de resposta e crossovers por conjunto de caixas. É onde o resultado realmente se decide.
Linhas e modelos que integramos
Receivers A/V — série MRX

Processamento e amplificação no mesmo aparelho. Os três modelos 8K compartilham HDMI 2.1, sete entradas 8K, passagem 8K/60 e 4K/120, eARC, Dolby Vision, HDR10+, VRR e ALLM, além de Dolby Atmos, DTS:X e IMAX Enhanced.
- MRX 1140 8K — o topo. Processamento 15.2 com 11 canais amplificados (140 W nos cinco primeiros), até 9.2.6, e duas saídas de subwoofer corrigidas separadamente pelo ARC, com alinhamento de fase.
- MRX 740 8K — processamento 11.2 com 7 canais amplificados, até 9.2.2. Os subwoofers saem em paralelo, sem correção individual.
- MRX 540 8K — processamento 7.2 com 5 canais de 100 W, até 5.2.2. Sem Zone 2.
- MRX SLM 4K — 28 cm por 28 cm e 4 cm de altura, para montar atrás da TV, dentro do armário ou em rack 1U. Cinco canais de 50 W com conector destacável.
Uma ressalva honesta sobre o SLM: ele é 4K, não 8K, e não tem canais de altura — decodifica Atmos e DTS:X mas faz downmix para 5.1, e não tem pré-saídas. É produto de integração discreta, para quando não existe rack. Não é equipamento de sala dedicada.
Processadores A/V — série AVM
Sem nenhuma amplificação interna. Exigem amplificadores externos.
- AVM 90 8K — o topo absoluto da marca. Processamento 15.4, até 9.4.6, saídas XLR balanceadas, entrada de phono MM, e quatro saídas de subwoofer corrigidas individualmente — que é o argumento técnico para sala com arranjo de graves.
- AVM 70 8K — mesmo motor de processamento 15.2, duas saídas de sub, também com XLR e phono. Custa menos que o MRX 1140: é a escolha quando o projeto já prevê amplificação externa.
Estéreo dedicado — série STR
Feita no Canadá, e a única linha da marca voltada a dois canais.
- STR Integrated — pré, conversor, phono e potência de 200 W em 8 Ω num chassi. É um dos raros integrados do mercado com correção de sala de origem NRC embutida.
- STR Preamplifier — pré puro, com phono MM e MC em entradas separadas e blindadas, e curva RIAA continuamente ajustável para discos anteriores à norma.
- STR Amplifier — classe AB dual-mono verdadeiro, com dois transformadores toroidais independentes: 400 W em 8 Ω, 600 W em 4 Ω e 800 W em 2 Ω, com os dois canais acionados.
Amplificadores de potência
- Statement P5 e Statement P2 — cinco e dois canais, classe AB em arquitetura multi-mono: cada canal com placa, dissipador e fonte próprios. 325 W em 8 Ω e 675 W em 2 Ω por canal, sem fusível no caminho do sinal e sem ventoinha.
- Statement M1 — monobloco classe D com 1.000 W em 8 Ω em apenas 5,7 cm de altura e 9 kg. É escolha de densidade de potência para rack com muitos canais.
- MCA 525, 325 e 225 Gen 2 — cinco, três e dois canais, 225 W em 8 Ω e 600 W em 2 Ω, com duas fontes massivas compartilhadas para sustentar pico simultâneo. São empilháveis, e é com elas que se chega a uma configuração 15.4 com o AVM 90.
Áudio distribuído — série MDX
- MDX-16 e MDX-8 — 16 e 8 canais, para 8 e 4 zonas, com matriz de áudio (qualquer entrada para qualquer zona), saídas de subwoofer e — o diferencial raro — ARC Genesis por zona. Corrigir sala por sala num sistema multiroom é incomum no mercado.
- MDX-12 — 12 canais em 1U. É outro tipo de produto: não tem matriz, ARC, rede nem saída de sub. É amplificação de distribuição pura, mais potente por canal e bem mais barata.
Cuidado com os modelos homônimos
A Anthem renovou a linha mantendo os nomes e acrescentando sufixo, o que gera confusão real na hora de comprar:
- “AVM 70”, “MRX 1140”, “MRX 740” e “MRX 540” sem o sufixo 8K são produtos arquivados. As versões atuais têm o 8K no nome.
- “MCA 225”, “MCA 325” e “MCA 525” sem “Gen 2” são a geração anterior.
Boa parte das análises que aparecem em busca é das versões descontinuadas. Vale conferir o sufixo antes de comprar em canal não autorizado.
Perguntas frequentes sobre a Anthem
Qual a diferença entre um receiver MRX e um processador AVM?
O receiver MRX traz processamento e amplificação no mesmo chassi — você liga as caixas direto nele e o sistema está completo. O processador AVM não amplifica nada: ele decodifica, corrige e distribui o sinal, e precisa obrigatoriamente de amplificadores externos, como a série MCA ou Statement. O AVM se justifica quando a sala exige mais potência ou mais canais do que um receiver entrega, ou quando se quer separar as etapas por qualidade. Vale notar que o AVM 70 custa menos que o MRX 1140 — o custo total é que muda, porque entram os amplificadores.
O que é o ARC Genesis e por que ele importa?
É o software de correção acústica da Anthem, gratuito, que roda em Mac e Windows com um microfone calibrado. Ele mede como a sala está de fato alterando o som de cada caixa e sobe curvas de correção para o aparelho, de 20 Hz a 20 kHz. Importa porque duas salas com o mesmo equipamento soam diferente — o ambiente é parte do sistema. A abordagem da Anthem é conservadora de propósito: limita reforços a 6 dB e preserva o ganho natural de grave da sala, em vez de tentar achatar tudo. Uma observação prática: não existe aplicativo de celular para isso. O ARC Mobile foi descontinuado em 2025.
O MRX SLM serve para uma sala de cinema?
Não, e é importante ser claro nisso. O MRX SLM 4K é um produto de integração discreta — cabe atrás da TV ou dentro do armário, com cinco canais de 50 W. Ele decodifica Dolby Atmos e DTS:X, mas não tem canais de altura: faz downmix para 5.1. Também é HDMI 4K, não 8K, e não tem pré-saídas para amplificação externa. Para uma sala dedicada, o ponto de partida é o MRX 540 8K, e o caminho natural vai até o MRX 1140 8K ou um AVM com amplificação separada.
Anthem e Paradigm conversam entre si?
Conversam, e essa é uma vantagem concreta de projeto. As duas marcas são irmãs dentro do mesmo grupo, a PML Sound International, de Mississauga, Ontário, junto com a MartinLogan — que é americana, de Lawrence, no Kansas, e entrou no grupo em 2005 —, e compartilham o ARC Genesis: o mesmo software e o mesmo microfone calibram a eletrônica Anthem e as caixas e subwoofers Paradigm habilitados. Na prática, um sistema Anthem com caixas Paradigm é calibrado num fluxo único, em vez de dois processos separados que podem brigar entre si.
Projetos com Anthem em São Paulo
A NEXTTHOUSE especifica, instala e calibra. Conte o que você quer da sala — nós dizemos o que ela comporta.