NEXTTHOUSE©2024

Energia, proteção e religamento remoto

WattBox em São Paulo

Régua de energia WattBox com tomadas identificadas e controladas individualmente

A WattBox é a linha de condicionamento, proteção e controle de energia por rede que vive no rack de um sistema de automação: réguas e chassis cujas tomadas ligam e desligam individualmente, religam sozinhas o equipamento que travou e, nas séries de topo, medem o consumo tomada a tomada. No catálogo oficial há hoje 159 itens da marca, entre IP power, condicionadores sem rede, UPS e acessórios.

O que se compra aqui não é a tomada. É a visita técnica que não acontece — e é por isso que este produto pertence à conversa de manutenção, não à de acabamento. A NEXTTHOUSE especifica e integra WattBox em racks residenciais e corporativos em São Paulo.

Condicionador de energia IP WattBox WB-800-IPVM-12 de rack com doze tomadas controladas

De quem é a WattBox — e o que mudou este mês

O domínio wattbox.com não é um site: é um redirecionamento. Ele leva para snapav.com, que é onde moram as páginas da marca, o catálogo e as abas de especificação. O antigo snapone.com também redireciona, agora para o site da ADI Global. O título e o rodapé das páginas de WattBox assinam “Snap One by ADI Global”, com endereço em Melville, Nova York.

Dentro do menu de marcas próprias da casa — distintas das marcas apenas distribuídas —, a WattBox aparece lado a lado com Control4, Araknis, Binary, Episode, Luma, OvrC, Pakedge, Triad e outras. É a mesma prateleira. Isso não é detalhe institucional: a plataforma de automação que compartilha o mesmo dono é também a que tem o caminho de integração mais curto até a régua, e a que sustenta o argumento de o cliente religar o decodificador pela mesma tela em que assiste.

⚠ E a cadeia societária mudou há poucos dias. A ADI publica, num aviso repetido em todas as páginas, que em 4 de agosto de 2026 separou-se da Resideo e passou a responder integralmente pela operação do negócio. A leitura correta em agosto de 2026 é: WattBox e Control4 são marcas próprias da Snap One, sob a ADI Global, e a ADI é independente da Resideo. Escrever hoje “WattBox é do grupo Resideo” está errado. Se essa separação muda distribuição, garantia ou catálogo, o aviso não diz — é institucional e não fala de produto —, e nós não deduzimos que mude.

Dois limites de leitura que valem antes de qualquer especificação. Preço não consta: a loja exige login. E ficha completa só existe publicamente para três modelos — os demais são publicados com nome, código e duas linhas de destaque, sem tabela. Os manuais ficam atrás de conta de dealer. Nenhum número desta página veio de manual.

O que a WattBox faz sozinha — e o que a fonte não diz

O argumento central do produto é a detecção autônoma, e ela merece ser descrita com precisão porque é o que separa a WattBox de uma régua com relé remoto. A marca declara que o aparelho monitora a conectividade continuamente e, quando ela cai, religa automaticamente o dispositivo problemático, e diz de forma explícita que isso acontece sem intervenção externa. Ou seja: não depende da nuvem para disparar. É esse mecanismo que resolve o decodificador travado às onze da noite de sábado, sem ninguém abrir aplicativo nenhum.

Vale não misturar três coisas que a marca declara separadamente:

  • Religamento por perda de conectividade — reativo e autônomo, executado pelo próprio aparelho.
  • Reinício agendado — preventivo, configurado pela interface local ou pela plataforma de gerenciamento remoto. Serve ao equipamento que degrada com o tempo em vez de cair de uma vez.
  • Limiar de tensão, corrente e potência com alerta — configurado na plataforma remota, com aviso quando o valor sai da faixa. Nas séries de topo, o limiar é por tomada.

O terceiro é o que muda o argumento comercial, e é o menos citado. Medição por tomada com histórico detecta o equipamento que parou de trabalhar sem cair da rede — o projetor que passou a puxar 40 W em vez de 280 W, exemplo que a própria marca usa. Esse é exatamente o caso que um teste de conectividade não pega, e é o que transforma a régua em instrumento de contrato de manutenção.

⚠ Agora o que a fonte não diz, e é a pergunta que todo integrador faz: o que o aparelho testa para concluir que a conexão caiu. Nenhuma página pública declara se ele faz ping de endereço configurável, quantos alvos aceita por tomada, com que intervalo, quantas falhas consecutivas disparam o religamento nem quanto tempo a tomada fica desligada. Isso está no manual, que é restrito a dealer. Nós declaramos essa lacuna em vez de preenchê-la — dizer “faz ping em dois endereços” é plausível e não está escrito em lugar nenhum.

Uma distinção que evita erro de memorial: a função de tensão segura, que desconecta o equipamento quando a rede sai da faixa declarada, é proteção elétrica, não detecção de travamento. São dois mecanismos diferentes, com finalidades diferentes, e a página de proposta não deve tratá-los como um só. Sobre custo recorrente, a marca é direta: não há assinatura nem licença para as funções do aparelho; a camada básica de gerenciamento remoto é declarada gratuita, e existe uma versão profissional paga cujo valor não é publicado sem login.

A régua de decisão é medição, não tamanho

A marca organiza a linha de IP power em seis séries — 900, 820, 800, 300, 250 e 150 —, e a diferença que importa na especificação não é quantas tomadas cada uma tem. É se ela mede.

  • Séries 900, 820 e 800 — todas as tomadas comutáveis individualmente e medidas individualmente. É o grupo que sustenta manutenção.
  • Séries 300, 250 e 150 — tomadas comutáveis, medição não declarada pela fonte. A ausência do “M” no código sugere que não há; a fonte não afirma, e nós não afirmamos por ela.
  • ⚠ WB-200-IPCE-3 — tem três tomadas e apenas duas comutáveis. O próprio título do produto diz “3 Outlets (2 Controlled)”. Quem conta plugues em vez de ler o título erra em um terço.
  • WB-150-IPW-1B-2 — duas tomadas em um único banco: comuta o banco, não cada tomada. E a fonte declara que este modelo não tem proteção contra surto.

O código da marca é legível, e é aí que mora a armadilha. O sufixo diz o que o produto faz: IP é controle por rede; IPV acrescenta leitura de tensão; IPVM acrescenta a medição por tomada; IPW significa que o aparelho conecta por Wi-Fi ou por cabo; SEC é o circuito de surto não sacrificial, exclusivo da série 900; CH é formato de chassi de rack, VPS é régua vertical e VB é o formato que entra em caixa de embutir na parede.

Uma letra separa dois produtos e duas gerações: o IPV mostra a tensão e não mede consumo por tomada; o IPVM mede. E o modelo de 12 tomadas da série 700, que era IPV, está na lista de fora de linha da própria marca, com sucessor declarado no WB-800-IPVM-12. Um memorial antigo que peça o 700 está pedindo produto que não se compra mais.

Para o rack de casa, a escolha prática costuma ser entre oito e doze tomadas. Rack alto e cheio de fontes externas pede a régua vertical, montada na lateral: a de 18 tomadas é a maior da linha e não consome nenhuma unidade de altura. Ponto isolado atrás do painel de TV pede a série 250, e não a 150 — as duas são compactas e aceitam Wi-Fi ou cabo, mas só a 250 tem proteção contra surto, e economizar isso atrás de uma TV com barra de som e streamer pendurados é economizar no lugar errado. Onde não há caixa de rack, o formato de embutir da série 300, com cinco tomadas comutáveis, resolve o ponto de rede que ficou no armário de serviço ou no shaft.

⚠ 120 V e NEMA 5-15R: a pergunta que precede o pedido

Este é o item mais duro da marca para um projeto brasileiro, e ele precisa aparecer antes de qualquer lista de equipamentos.

Os três modelos cuja ficha completa é publicada declaram tensão de linha de 120 V, 50/60 Hz, e tomadas no padrão NEMA 5-15R. Nenhuma das páginas consultadas menciona versão de 220 V ou 230 V, entrada IEC de saída, nem o padrão brasileiro NBR 14136. As certificações declaradas são norte-americanas e canadenses — UL, CSA, FCC e a norma canadense de emissões. Nada sobre INMETRO ou ANATEL foi encontrado. E as garantias mais chamativas do produto, incluindo a cobertura de equipamento conectado, são declaradas válidas apenas nos Estados Unidos e no Canadá.

Escrevemos isso como pergunta de pedido, porque é o que ele é. Num país que convive com 127 V e 220 V, um produto declarado em 120 V com tomada americana significa uma de três coisas: existe uma versão que a fonte pública não mostra, existe transformador dedicado no rack — que é decisão de projeto elétrico, com espaço, calor e corrente próprios —, ou o produto não serve àquele quadro. Não afirmamos que exista versão brasileira e não afirmamos que não exista. Afirmamos que a resposta tem de vir do distribuidor, por escrito, antes de o item entrar em memorial. É o tipo de detalhe que derruba um projeto inteiro depois de aprovado.

UPS, load shedding e o espaço que o rack precisa reservar

A linha de UPS da marca se divide em três famílias, e a escolha entre elas é técnica, não de porte. Os modelos standby compactos, de 350 a 850 VA, resolvem o ponto de rede e o rack pequeno. Os de onda senoidal pura, de 1100 a 2000 VA, têm autonomia declarada modelo a modelo e cobrem o rack residencial típico. Os de dupla conversão online, com tempo de transferência zero, existem para equipamento sensível a microinterrupção — processador de vídeo, servidor de mídia, matriz. Um receiver e uma TV não pedem isso, e vale lembrar que dupla conversão gera calor e ruído de ventoinha dentro do rack, o que é problema real em marcenaria fechada.

Parear a UPS com a régua IP libera funções que só existem no par: load shedding — desligar o que não é crítico para esticar a autonomia do que é —, silenciamento remoto do alarme e leitura de saúde da bateria. ⚠ Aqui a fonte é desigual: a página de UPS declara nominalmente esse vínculo para as séries 300 e 800, enquanto os bancos de bateria dizem parear com “qualquer WattBox habilitada para IP” e a série 900 fala em integração opcional de UPS. Para 820 e 900 a compatibilidade aparece de forma genérica, sem declaração nominal. Se o projeto depende de load shedding, confirme o par exato antes de fechar.

E há uma contradição de altura de rack que não resolvemos. No modelo de 12 tomadas da série 900, o texto descritivo diz que o aparelho ocupa 1U, e a tabela de especificação do mesmo produto declara 2U, com 88 mm de altura. Para comparação, o irmão de 8 tomadas declara 1U e 43,5 mm — que é 1U de verdade. Não escolhemos entre as duas telas: em projeto de rack, reservamos 2U para o de 12 tomadas, que é a leitura conservadora, e registramos a divergência. Se o desenho do rack estiver apertado, o de 8 tomadas é o que realmente cabe em 1U — e ainda traz faceplate integrada com reset local, que é o que salva quando o cliente está sem internet e a plataforma remota não alcança.

Como a NEXTTHOUSE especifica WattBox

A conversa começa por uma pergunta que não é “quantas tomadas o rack tem”. É quantos dispositivos precisam de religamento independente. Roteador, switch, decodificador e receiver travam sozinhos e precisam voltar sozinhos; fonte de amplificador e transformador de fita de LED não travam, e podem dividir banco. Conte os equipamentos que travam, não os plugues — é essa conta que define a série e o número de tomadas comutáveis.

Depois vem a rede, porque é dela que o produto depende. Uma régua que decide religar com base em conectividade é tão confiável quanto o switch e o roteamento que estão acima dela — e, se o próprio equipamento de rede está na tomada gerenciada, a ordem de religamento importa. Por isso tratamos o projeto de switches, portas PoE e segmentação da casa no mesmo memorial que a energia do rack, e não como item separado.

A integração se combina pelo protocolo, não pela marca. A fonte declara drivers para Control4, Crestron, Elan, RTI e URC, mais uma API Telnet para qualquer outra coisa. Duas ressalvas que fazemos sempre: a própria marca avisa que os recursos dependem do sistema de controle e podem incluir liga/desliga discreto, estado de tensão segura e medição por tomada — ou seja, o que cada driver expõe varia, e isso se confirma antes de prometer “religa pela tela do controle”. E uma marca que aparece no ecossistema do site, mas não na lista de compatibilidade da WattBox, nós não citamos como suportada.

O que não confirmamos, não escrevemos. Não há preço nesta página, nem o custo da versão profissional da plataforma de gerenciamento. Não há ficha técnica dos 156 modelos cuja tabela a marca não publica. Não há medição declarada nas séries 300, 250, 150 e 200. Não há tensão brasileira, certificação nacional, garantia ou assistência local confirmadas. E há um código que a própria marca cita numa nota de incompatibilidade e que não existe no catálogo — quando precisamos falar da faceplate modular de rack, usamos o código da série 600 que de fato existe, em vez de reproduzir o erro da fonte.

Séries em transição, tratadas como tal. A página institucional de IP power apresenta seis séries; o catálogo vende ainda um chassi da série 700 e o compacto da geração IP+ da série 200 — enquanto o modelo irmão da 700 está entre os descontinuados, e praticamente toda a geração IP+ saiu sem sucessor apontado. Não chamamos esses produtos de linha corrente nem de linha morta: chamamos de transição, e confirmamos disponibilidade antes de especificar.

Perguntas frequentes sobre a WattBox

A WattBox funciona em 220 V?

A fonte pública não responde, e esta é a pergunta que precisa ser feita ao distribuidor antes do pedido. Os três modelos cuja ficha completa é publicada declaram tensão de linha de 120 V, 50/60 Hz, e tomadas NEMA 5-15R. Nenhuma página consultada menciona versão de 220 V ou 230 V, entrada IEC de saída ou o padrão brasileiro NBR 14136, e as certificações declaradas são UL, CSA, FCC e a norma canadense de emissões — nada sobre INMETRO ou ANATEL. Não afirmamos que exista versão brasileira nem que não exista. Em obra, isso significa uma de três saídas: uma versão que a fonte pública não mostra, um transformador dedicado no rack — com espaço, calor e corrente próprios no projeto elétrico — ou o produto não serve àquele quadro. A confirmação vem por escrito antes de o item entrar em memorial.

Todas as tomadas religam separadamente?

Depende da série, e a resposta não é uniforme. Nas séries 900, 820 e 800, todas as tomadas são comutáveis individualmente e medidas individualmente. Nas séries 300, 250 e 150, as tomadas são comutáveis, mas a medição de consumo não é declarada pela fonte — a ausência do “M” no código sugere que não há, e nós não afirmamos por dedução. Há ainda dois casos particulares que mudam a conta do projeto: o compacto de três tomadas da série 200 tem apenas duas comutáveis, escrito no próprio título do produto, e o modelo de duas tomadas da série 150 trabalha com um único banco, comutando o banco e não cada tomada — além de não ter proteção contra surto.

Como o aparelho sabe que o equipamento travou?

A marca declara que ele monitora a conectividade continuamente e religa automaticamente o dispositivo problemático quando a conexão cai, e diz de forma explícita que isso ocorre sem intervenção externa — não depende da nuvem para disparar. Além disso, há reinício agendado, preventivo, e limiares de tensão, corrente e potência com alerta, configurados na plataforma remota e, nas séries de topo, definidos por tomada. ⚠ O que a fonte não publica é o algoritmo: qual endereço é testado, quantos alvos são aceitos por tomada, com que intervalo, quantas falhas consecutivas disparam o religamento e por quanto tempo a tomada fica desligada. Essa informação está no manual, que é restrito a dealer. Declaramos a lacuna em vez de preenchê-la por dedução.

Precisa de assinatura, licença ou nuvem para funcionar?

Não para a função principal. O religamento por perda de conectividade é executado pelo próprio aparelho, e a marca afirma que acontece sem intervenção externa — é o que faz o decodificador voltar de madrugada sem ninguém abrir aplicativo. A marca também é explícita quanto a custo: não há taxa de assinatura nem custo de licenciamento, e a camada básica da plataforma de gerenciamento remoto é declarada gratuita; existe uma versão profissional paga, cujo valor não é publicado sem login. A nuvem entra para o que é conveniência e serviço — reinício agendado, alertas de limiar, histórico de consumo por tomada e acesso remoto do integrador —, não para o que o aparelho decide sozinho.

A WattBox é do mesmo grupo da Control4?

Sim. No menu do fabricante, WattBox e Control4 aparecem lado a lado entre as marcas próprias da casa — a lista que é distinta das marcas apenas distribuídas —, junto com Araknis, Binary, Episode, Luma, Pakedge e Triad. A cadeia atual é WattBox e Control4 sob a Snap One, dentro da ADI Global. ⚠ E há uma atualização recente: a ADI publica que, em 4 de agosto de 2026, separou-se da Resideo e passou a responder integralmente pela operação do negócio. Dizer hoje que a WattBox pertence ao grupo Resideo está errado. Se essa separação altera distribuição, garantia ou catálogo, o aviso não diz — ele é institucional e não trata de produto.

Projetos com WattBox em São Paulo

A NEXTTHOUSE especifica, integra e comissiona. Conte o que o rack precisa sustentar — nós dizemos o que ele comporta e o que a obra reserva.