Rede e infraestrutura
Ubiquiti em São Paulo

Ninguém compra um access point. Compra-se a rede que sustenta a casa — e, numa residência integrada, ela é a peça de infraestrutura de que todo o resto depende. Automação, câmera, controle de acesso, áudio e vídeo passam por ela. Quando a rede vacila, o cliente não diz que a rede caiu: diz que a casa parou.
A Ubiquiti, com a linha UniFi, é a plataforma que a NEXTTHOUSE especifica para essa camada em São Paulo. O que a torna incomum não é o rádio nem o switch: é a arquitetura. Um único aparelho — o gateway — é também o console que roda as aplicações de rede, câmera, porta e telefone, com limites numéricos publicados modelo a modelo. Isso torna o dimensionamento uma conta verificável, e é por isso que errá-la custa caro.

O gateway é o console — e é ele que define o teto do projeto
Na maior parte das marcas de rede, o roteador roteia e o resto é software em outro lugar. Na UniFi, o gateway hospeda as aplicações: Network (rede, VLAN, firewall, Wi-Fi), Protect (câmeras e gravação), Access (portas, portões e elevador), Talk (telefonia IP) e Connect. Cada modelo declara na ficha quantos dispositivos gerencia, quantos clientes suporta, que taxa de IDS/IPS entrega e quantas câmeras administra.
A escada é larga. Nos gateways de rack, a família UDM vai do UDM-Pro e do UDM-SE — ambos declarados para 100+ dispositivos, 1.000+ clientes e 3,5 Gbps de IDS/IPS — ao UDM-Pro-Max, com 200+, 2.000+ e 5 Gbps. Nos de mesa, a família UCG parte do UCG-Ultra (30+, 300+, 1 Gbps), passa pelo UCG-Max e pelo UCG-Max-NS (30+, 300+, 2,3 Gbps) e chega ao UCG-Fiber e ao UCG-Industrial (50+, 500+, 5 Gbps). Os de Wi-Fi embutido, UDR7 e UX7, ficam no patamar do UCG-Max.
A ordem interna da família UDM engana quem lê pelo nome: o UDM-SE não é “o UDM-Pro melhorado em roteamento”. Tem o mesmo IDS/IPS e a mesma conta de dispositivos e clientes. O que acrescenta é switching PoE de 180 W embutido, em oito portas, mais uma 2.5 GbE e duas 10G SFP+ em 1U, e o Shadow Mode (VRRP), que sustenta um segundo gateway em espera.
No outro extremo há uma armadilha silenciosa: o UCG-Ultra roda apenas o Network. Não roda Protect, nem Access, nem Talk. É o gateway mais acessível da linha, tem firewall por zonas, VLAN e IDS/IPS como os demais, e é o único cuja ficha traz número de homologação Anatel declarado (04653-24-08356). Especificá-lo numa casa com câmeras não é subdimensionar: é erro de projeto, porque o aparelho não recebe a aplicação depois.
Como se dimensiona o gateway de uma casa
O gateway não se dimensiona pela internet contratada. Dimensiona-se pelo que vai rodar em cima dele, e a conta tem quatro entradas, todas publicadas: dispositivos UniFi, clientes simultâneos, taxa de IDS/IPS e número de câmeras. A quarta estoura primeiro, e por larga margem.
- UDR7 — 5 câmeras HD, 2 em 2K ou 1 em 4K. Resolve a conectividade de um apartamento inteiro, com cobertura Wi-Fi declarada de 160 m², quatro portas 2.5 GbE (uma com PoE) e uma 10G SFP+. Mas uma câmera 4K é uma câmera 4K.
- UCG-Max — 15 HD, 8 em 2K ou 5 em 4K, e até 50 hubs de Access, em cinco portas 2.5 GbE.
- UDM-SE — 24 HD, 14 em 2K ou 8 em 4K, e até 150 hubs de Access.
Um projeto com oito câmeras 4K não cabe num UDR7 nem por aproximação, e encosta no teto do UDM-SE. Passando disso, a gravação vira aparelho próprio — o UNVR (4 baias, declarado para 18 câmeras 4K), o UNVR-Pro (7 baias, 24 em 4K) ou o ENVR (16 baias, 70 em 4K). Por isso, no nosso fluxo, a lista de câmeras vem antes da escolha do gateway: trocar de gateway com o rack fechado é caro; rever a contagem de câmeras com o forro fechado é pior.
As gerações correntes de câmera são a G6 e a G5, ainda vendida, mais a linha AI, que corre em paralelo e é posicionamento — analítica embarcada —, não geração. As G6 Edge aparecem na loja como “Coming Soon” e com preço zerado: estão anunciadas, não existem para especificar. E a G4 Doorbell Pro, esgotada na loja americana, não existe na brasileira.
A loja brasileira não é espelho da americana
Esta é a informação de projeto que quase ninguém publica, e é a que mais evita retrabalho. A Ubiquiti mantém uma loja oficial brasileira, e o catálogo dela não é uma tradução da loja americana: as duas grades divergem em dezenas de itens, nos dois sentidos.
Vendidos aqui e fora da vitrine de lá: o UDW (Dream Wall), retirado da grade apenas nos Estados Unidos; os switches USW-Enterprise-24-PoE e USW-Enterprise-48-PoE, fora das grades americana, europeia, canadense e britânica; e as câmeras UVC-G4-Pro e UVC-AI-360. A UVC-G4-INS, esgotada na loja americana, está disponível na brasileira.
Correntes lá e inexistentes aqui: o gateway de topo EF-Core, o UDM-Beast, o UDR-5G-Max, os switches da linha EAV, a linha de access points E7 Campus e E7 Audience inteira, o U7-Pro-Outdoor, o UWB-XG, o gravador ENVR-Core, os UNVR-G2 e G2-Pro, a câmera G6 Mini Dome, a AI Multi Sensor 2, a AI DSLR, quase toda a família SuperLink de sensores e alarme e boa parte da linha Access mais avançada.
Duas consequências diretas. A primeira: concluir que “a Ubiquiti não vende mais tal produto” olhando a loja americana está errado — pode estar vivo aqui. A segunda, mais cara: montar a lista pela loja americana e descobrir a ausência na hora da compra, o que aparece depois de a proposta ter sido aprovada. Na nossa prática, o modelo é conferido na loja brasileira antes de entrar em memorial.
Sobre certificação, preferimos ser exatos: estar na loja brasileira não é prova de homologação Anatel. No nosso levantamento, ela foi lida na ficha de um único modelo, o UCG-Ultra. Não afirmamos que a linha é homologada, nem estendemos essa leitura a outro produto.
Os sufixos que decidem se a especificação está certa
A Ubiquiti nomeia por família e posição, e a leitura do sufixo separa a especificação correta da errada.
“U7” não quer dizer 6 GHz
É a armadilha mais cara, porque quem promete Wi-Fi 7 está prometendo o rádio de 6 GHz — e ele não está em todos os U7. Têm 6 GHz: U7-Pro, U7-Pro-Max, U7-Pro-XG, U7-Pro-XGS, U7-Pro-Wall, U7-Pro-XG-Wall e U7-Pro-Outdoor. Não têm: U7-LR, U7-Lite, U7-Outdoor e U7-Mesh, que são Wi-Fi 7 dual-band. A ficha do U7-LR lista apenas 5 GHz, em 3×3, e 2,4 GHz, em 2×2, e a grade da loja só carimba o selo “6 GHz Radio” na primeira lista. O inverso também vale: o U6-Enterprise é Wi-Fi 6E, o único U6 com 6 GHz.
Uma honestidade que deixamos explícita: a disponibilidade regulatória da faixa de 6 GHz no Brasil, e o modo AFC citado no material do U7-Pro-Outdoor, não fazem parte do que verificamos na fonte. Não afirmamos aqui que a faixa está liberada nem em que condições.
“Wall” não é “IW”, e “NS” não é uma versão melhor
Dois sufixos parecidos que resolvem obras diferentes. Wall — U7-Pro-Wall e U7-Pro-XG-Wall — é access point de parede sem switch embutido: o U7-Pro-Wall traz o mesmo rádio do U7-Pro de teto, com 6 streams, 6 GHz, 140 m² declarados, uplink 2.5 GbE e PoE+, num corpo de 150 × 103 × 36 mm. IW — U7-IW, U6-IW e U6-Enterprise-IW — é in-wall: vai na caixa de parede e traz switch PoE integrado. E o NS do UCG-Max-NS significa no storage: mesmo aparelho, mesma capacidade, sem a mídia de gravação.
“Ultra” em câmera significa compacta, não superior
No Protect o sufixo inverte a intuição: a G5 Dome Ultra é a versão compacta da G5 Dome, e é a mais barata das duas — não a mais capaz. E, nos gravadores, o “G2” dos UNVR-G2 é geração do gravador, não da câmera.
Gateways e switches: três nomenclaturas convivendo
Nos gateways, UDM-* é o rack (Pro → SE → Pro-Max → Beast), UCG-* é a mesa (Ultra → Max → Max-NS → Fiber → Industrial) e UDR/UX são os de Wi-Fi integrado — com uma pegadinha: UDR e UX, sem o 7, são a primeira geração e saíram das grades. Nos switches, US-* sem o W é a geração antiga, inteira fora das grades americana, europeia, canadense e britânica; a corrente é USW-*, de Lite a Pro-XG.
O que saiu de linha — e como se sabe disso
Aqui é preciso dizer de onde vem a informação, porque ela não é declarada. A Ubiquiti não publica página de descontinuados — não existe “EOL”, “Legacy” nem “Archive” no site, e quem procura conclui que está tudo em linha.
O sinal real é indireto e exige cruzar duas fontes: o produto some da grade de categoria da loja — carregando uma tag de exclusão da vitrine, por região — enquanto a ficha continua publicada no arquivo técnico do fabricante. É o indício mais forte que a fonte oferece, e é assim que montamos a lista abaixo. Duas advertências:
- “Sold Out” e “No restock date yet” não são descontinuação. Os dois estados são idênticos ao de um produto morto e significam coisa diferente: é o que a loja americana mostra tanto para o U6-LR, fora da vitrine em sete regiões, quanto para o EFG, que segue firme na grade.
- O arquivo de fichas técnicas não é lineup. Publica dezesseis gateways, incluindo UDR, UX e UDW, sem nenhuma marcação de ciclo de vida. Especificar a partir dele é o caminho mais rápido para vender produto retirado.
Por esse critério saíram das grades principais, entre outros: os gateways UDR e UX de primeira geração; os access points U6-LR, U6-Extender, UAP-AC-LR, UAP-AC-LITE, UAP-AC-M-PRO, UAP-IW-HD e UAP-AC-IW; toda a geração US-* de switches; e as câmeras UVC-G4-Dome, UVC-G4-Bullet e UVC-G3-FLEX. O U6-Lite é o caso mais fundo: não consta sequer do arquivo de fichas.
E aqui entra o que separa dedução de fato. A Ubiquiti não declara data de fim de linha, nem fim de suporte, nem fim de firmware para nenhum desses modelos, e não declara sucessor de nenhum deles. As sucessões que descrevemos — U7 no lugar de U6, USW no lugar de US, G6 no lugar de G4 — são leitura de posicionamento: mesma família, mesmo lugar na grade. São interpretação nossa, não afirmação do fabricante. Nem é possível saber, pelo material, se “fora da vitrine” significa produção encerrada ou ruptura prolongada.
Some-se que a fonte se contradiz: a página institucional de Wi-Fi ainda vende U6-LR e U6-Extender na grade corrente, enquanto a loja tirou os dois da vitrine. Quando isso acontece, conferimos na loja da região antes de comprar.
Como a NEXTTHOUSE projeta a rede de uma casa integrada
O que segue é prática nossa. A fronteira precisa ficar clara: a Ubiquiti declara segmentação, capacidade, alimentação e cobertura, e não declara integração com Savant, Crestron, Control4 ou qualquer plataforma de automação, compatibilidade com áudio e vídeo de terceiros ou desempenho atrás de parede de concreto. Quando dizemos que a rede UniFi sustenta o resto da casa, a afirmação é da NEXTTHOUSE.
VLAN: o que impede a automação de cair junto com o convidado
Segmentação por VLAN e sub-rede, firewall por zonas, identificação de tráfego e IDS/IPS estão em todos os gateways correntes, inclusive no mais acessível. O desenho mínimo numa casa integrada tem cinco redes com políticas próprias: automação e AV — processadoras, matrizes, streamers e painéis, incluindo os keypads e a processadora de um sistema como o da ROEHN —, câmeras e controle de acesso, moradores, convidados e IoT genérico. Sem isso, o Wi-Fi de convidado da festa concorre com o link do processador de vídeo, e é nessa noite que o cliente percebe. Um limite entra no projeto desde o início: descoberta de serviço entre VLANs depende de mDNS repassado — o gateway declara o recurso, e é ele que faz o AirPlay ou o app de automação enxergarem o equipamento do outro lado da segmentação.
É a segmentação, também, que decide onde vive a carga pesada. O download de um filme em qualidade de referência, como o de um servidor Kaleidescape, é o tráfego mais exigente que a casa produz, e não pode competir com câmera nem com convidado. E o áudio distribuído — a amplificação multizona de um sistema LEA alimentando as caixas arquiteturais Sonance — é configurado e monitorado pela mesma infraestrutura.
Contagem de AP, PoE e uplink
As áreas que a Ubiquiti publica — 140 m² para o U7-Pro, 160 m² para o U7-LR e para o UDR7 — são de espaço aberto. Numa residência com parede estrutural e laje, o critério deixa de ser metragem: é um AP por zona com linha de visada razoável, não um por pavimento. A escolha entre o U7-Pro de teto e o U7-Pro-Wall é de acabamento, não de desempenho. Onde há caixa de parede e não há forro, o U7-IW resolve porque traz switch PoE embutido. Na área externa, U7-Outdoor e U7-Mesh cobrem o jardim — sem 6 GHz, e isso precisa estar dito antes de prometer Wi-Fi 7 na área de lazer.
O orçamento de PoE vem carimbado no código do switch, entre parênteses, e é o número que dimensiona a instalação: USW-Lite-8-PoE são 52 W; USW-Pro-Max-16-PoE, 180 W; USW-Pro-Max-24-PoE, 400 W. Copiar o nome sem os parênteses joga fora o dado que decide. A soma real é maior do que a intuição sugere — cada U7-Pro pede PoE+, cada câmera pede PoE ou PoE+, cada leitor de porta e cada telefone somam —, e fazê-la antes de escolher o switch evita o segundo switch improvisado no shaft. E o U7-LR, apesar do alcance, é declarado pela Ubiquiti como PoE e não PoE+ — ao contrário do U7-Pro. Vale notar que a mesma ficha declara 14 W de consumo máximo, acima dos 12,95 W que um 802.3af entrega ao dispositivo; a Ubiquiti não publica a classe 802.3, e nós não a deduzimos por ela. Na dúvida, dimensione a porta como PoE+.
Casa grande com rack central e subrack por pavimento pede uplink de 10 GbE — USW-Pro-XG-* e as portas SFP+ dos USW-Pro-*. Em continuidade, o fabricante declara multi-WAN com balanceamento, failover por LTE ou 5G via acessório dedicado, SD-WAN sem licença, VPN, a fonte redundante USP-RPS, o Shadow Mode e o USW-Mission-Critical, switch PoE com no-break integrado. Isso pesa quando há controle de acesso: a queda do switch tranca ou destranca a porta, e a escolha entre fail-safe e fail-secure é tomada junto com a de alimentação. Uma última ressalva: o IDS/IPS com mais de 55.000 assinaturas depende do CyberSecure, assinatura anual por unidade.
Perguntas frequentes sobre a Ubiquiti
Todo access point U7 é Wi-Fi 7 com 6 GHz?
Não, e essa é a confusão mais cara da marca. O “7” indica Wi-Fi 7, não a presença do rádio de 6 GHz. Têm 6 GHz o U7-Pro, o U7-Pro-Max, o U7-Pro-XG, o U7-Pro-XGS, o U7-Pro-Wall, o U7-Pro-XG-Wall e o U7-Pro-Outdoor. Não têm o U7-LR, o U7-Lite, o U7-Outdoor e o U7-Mesh, que são Wi-Fi 7 dual-band: a ficha do U7-LR lista apenas 5 GHz em 3×3 e 2,4 GHz em 2×2. O inverso também surpreende — o U6-Enterprise é Wi-Fi 6E, o único U6 com 6 GHz. Uma ressalva: a disponibilidade regulatória da faixa de 6 GHz no Brasil não faz parte do que verificamos na fonte, e não afirmamos nada a respeito dela.
Quantas câmeras cabem no gateway, e quando preciso de um gravador separado?
O número é publicado modelo a modelo e é um teto rígido, bem mais baixo do que a intuição sugere. O UDR7 gerencia 5 câmeras HD, 2 em 2K ou 1 em 4K. O UCG-Max, 15 HD, 8 em 2K ou 5 em 4K. O UDM-SE, 24 HD, 14 em 2K ou 8 em 4K. Um projeto com oito câmeras 4K não cabe num UDR7 e encosta no limite do UDM-SE; acima disso, a gravação vira aparelho próprio — UNVR de 4 baias, declarado para 18 câmeras 4K; UNVR-Pro de 7 baias, para 24; ou ENVR de 16 baias, para 70. Há ainda um caso que é erro de projeto, não de dimensionamento: o UCG-Ultra roda apenas a aplicação de rede, não roda Protect, Access nem Talk, e não as recebe depois.
O modelo que eu vi no site da Ubiquiti existe no Brasil?
Não necessariamente, e conferir isso é parte do nosso trabalho antes de qualquer proposta. Existe uma loja oficial brasileira, com preço em reais, e ela não é um espelho da americana. Há produtos vendidos aqui que sumiram da vitrine de lá — o Dream Wall (UDW), os switches USW-Enterprise-24-PoE e 48-PoE, as câmeras UVC-G4-Pro e UVC-AI-360 — e, o que costuma doer mais, produtos correntes lá que não existem aqui: o EF-Core, o UDM-Beast, os switches EAV, a linha E7 Campus e E7 Audience, o U7-Pro-Outdoor, o ENVR-Core e quase toda a família SuperLink. Descobrir a ausência na hora da compra é o erro mais caro desta marca. E estar na loja brasileira não é prova de homologação Anatel: no levantamento, a certificação foi lida na ficha de um único modelo, o UCG-Ultra.
A Ubiquiti integra com Savant, Crestron ou Control4?
A Ubiquiti não declara nada sobre isso no material que lemos — nem drivers, nem compatibilidade com plataformas de automação, nem desempenho conjunto. Preferimos dizer isso com clareza a atribuir à marca algo que ela não afirma. O que a fonte declara é a integração interna da plataforma: rede, câmera, porta e telefone no mesmo console, com segmentação por VLAN, firewall por zonas, identificação de tráfego, IDS/IPS, multi-WAN com failover e redundância de gateway por Shadow Mode. A integração com o sistema de automação da casa é prática nossa, feita sobre essa camada: a rede é a infraestrutura comum sobre a qual automação, áudio, vídeo e segurança convivem, cada um na sua VLAN. É afirmação da NEXTTHOUSE sobre o próprio projeto.
Como saber se um equipamento UniFi saiu de linha?
Cruzando duas fontes, porque a Ubiquiti não publica página de descontinuados — não existe “EOL”, “Legacy” nem “Archive” no site. O sinal mais forte é o produto sumir da grade de categoria da loja, carregando a tag de exclusão da vitrine por região, enquanto a ficha continua publicada no arquivo técnico do fabricante. Duas advertências vêm junto. “Sold Out” e “No restock date yet” não são descontinuação: é o que a loja mostra tanto para o U6-LR, fora da vitrine em sete regiões, quanto para o EFG, que segue firme na grade. E o arquivo de fichas técnicas não é lineup — publica dezesseis gateways, incluindo modelos retirados, sem marcação de ciclo de vida. Por esse critério saíram das grades principais o UDR e o UX de primeira geração, os access points U6-LR, U6-Extender, UAP-AC-LR e UAP-AC-LITE, toda a geração US de switches e as câmeras UVC-G4-Dome e UVC-G4-Bullet. O fabricante, porém, não declara data de fim de linha nem sucessor de nenhum deles: as sucessões que descrevemos são leitura nossa.
Projetos com Ubiquiti em São Paulo
A NEXTTHOUSE projeta a rede antes de o forro fechar — VLAN, PoE, uplink e gravação dimensionados pelo que a casa vai rodar. Conte o que você quer da casa; nós dizemos o que a infraestrutura precisa ter.